Coletivo da Boate Kiss aponta padrão de negligência em incêndio que matou dezenas na Suíça
O coletivo “Kiss que não se repita”, criado para preservar a memória das vítimas do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), afirmou nesta quinta-feira (1º) que o incêndio registrado recentemente na Suíça reproduz falhas graves de segurança já conhecidas e amplamente denunciadas após a tragédia brasileira de 2013.
O fogo atingiu o bar Constellation, localizado em Crans-Montana, durante a madrugada desta quinta-feira, deixando ao menos 40 mortos e mais de 100 feridos, segundo informações preliminares. O caso gerou comoção internacional e reacendeu o debate sobre segurança em casas noturnas.
Em publicação nas redes sociais, o coletivo destacou que episódios como esse evidenciam a repetição de erros que já custaram centenas de vidas ao redor do mundo. Para a organização, tragédias em ambientes fechados não são acidentes isolados, mas consequência direta de negligência e descumprimento de normas básicas.
Comparação com a Boate Kiss
Ao comentar o incêndio europeu, o grupo traçou paralelos diretos com o ocorrido em Santa Maria, apontando características semelhantes que, segundo eles, formam um “padrão de negligência” recorrente em casas noturnas.
Entre os principais fatores citados estão:
– Uso de pirotecnia em ambientes fechados, muitas vezes próximos a materiais inflamáveis;
– Número insuficiente de saídas de emergência para a quantidade de frequentadores;
– Superlotação, que dificulta a evacuação e intensifica o pânico;
– Falhas na prevenção de incêndios e no cumprimento das normas técnicas de segurança.
Para o coletivo, essas ocorrências ultrapassam fronteiras e revelam um problema estrutural. “Não se trata de um erro local ou circunstancial, mas de tragédias anunciadas”, destacou a organização, que classifica esses episódios como “tragédias-crime”.
