Aos 88 anos, veterano disputa 35ª São Silvestre na edição centenária e vira exemplo de longevidade ativa
A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre acontece nesta quarta-feira (31) e reúne corredores de todas as idades pelas ruas da capital paulista. Entre os participantes, destaca-se Aguinaldo Rodrigues da Silva, de 88 anos, que disputará a prova pela 35ª vez e simboliza a combinação entre vitalidade, disciplina e convívio social.
Morador de Osasco, na Grande São Paulo, Aguinaldo é figura conhecida na vizinhança e chama atenção pela lucidez e pelo carisma. Para ele, o segredo para manter a boa forma aos 88 anos é simples: “É só você não se preocupar com os outros, preocupar só com você. O que dá preguiça é ficar dormindo.” Sua rotina de preparação incluiu treinos diários de cerca de 8 quilômetros.

Mais que um exercício físico, a São Silvestre representa, na visão do veterano, uma celebração. “Uma festa das melhores. A alegria da gente participar e ver o povo alegre derramando suor por tão pouca coisa, mas que representa muita coisa na vida das pessoas. É o melhor alimento da vida. É melhor do que comer demais”, disse.
Profissionais de saúde que acompanham Aguinaldo ressaltam não apenas suas capacidades físicas, mas também o papel social que desempenha. “O seu Aguinaldo chama muita atenção nossa não só através das aptidões físicas que ele tem, como a força, a resistência, a flexibilidade, a composição corporal dele, os marcadores bioquímicos. Ele chama atenção nossa pela questão da socialização que ele consegue fazer”, afirmou Michel Youssef, médico do esporte. Segundo o especialista, estudar e acompanhar casos como o de Aguinaldo é importante para a medicina brasileira no entendimento de práticas que favorecem saúde e longevidade.
Ao resumir a própria trajetória, o veterano ofereceu um recado direto e bem-humorado sobre envelhecimento e bem-estar: “Pensei que eu não chegava nem 70, mas cheguei bem. Sabe o que é boa saúde? É pouca cama, pouca mesa e muita perna. Essa é a nossa missão: levar alegria, esperança, coisa boa, coisa de Deus. O esporte é vida.”
A participação de corredores idosos na São Silvestre reforça a tradição da prova e a capacidade do esporte de promover inclusão, socialização e qualidade de vida em diferentes fases da vida.
