“Ele lutou muito para ser policial”: soldado morto em acidente é a 4ª perda da mesma família na rodovia
O policial militar João Paulo Marim Guimarães, de 32 anos, uma das cinco vítimas do grave acidente registrado na GO-164, faz parte de uma triste estatística que marca sua família. Segundo a prima Eliza Marim, ele é a quarta pessoa da mesma família a morrer na mesma rodovia ao longo dos anos.
Em entrevista à TV Anhanguera, Eliza destacou o perfil humano e batalhador do soldado, que sempre teve o sonho de ingressar na Polícia Militar.

“Meu primo era maravilhoso. Não tinha quem não gostasse dele. Por onde passava, exalava carinho. Ele lutou muito para chegar à profissão de policial. Na nossa família, ele é o quarto que morreu naquela estrada. Muita saudade ele vai deixar”, afirmou.
João Paulo estava acompanhado de dois colegas de farda — Renato da Silva Duarte, de 32 anos, e Robson Luiz Fortuna Filho, de 31 — que também não resistiram aos ferimentos. Os três estavam de folga e retornavam de um passeio no momento do acidente.
A dor da perda foi expressa publicamente pela mãe do policial, Dieni Ancelmo, que usou as redes sociais para se despedir do filho. Em uma mensagem comovente, ela revelou que esta não foi a primeira tragédia vivida pela família.
“Mais uma vez um filho meu se vai. João Paulo e Camila, espero um dia encontrar vocês. Uma dor sem fim. Eu te amo pra sempre, meu querido filho. Ainda não consegui acreditar”, escreveu.
O irmão gêmeo de João Paulo, Paulo Henrique Marim, também prestou homenagem emocionada, ressaltando o vínculo que os unia.

“Eu sigo aqui por nós dois. Com saudade, com amor, com essa conexão que nem a ausência quebra. Você vive em mim todo dia. Você realizou todos os seus sonhos aqui na Terra”, declarou.
Paulo Henrique ainda relembrou o orgulho do irmão ao vestir, pela primeira vez, a farda preta da corporação.
“Lembro quando você mandou as primeiras fotos com a tão sonhada farda. Estava muito feliz. É muito difícil ficar sem você agora”, completou.
O desejo de João Paulo em ser policial surgiu ainda na infância. Em junho deste ano, quando o soldado concluiu o curso no Comando de Policiamento Especializado (CPE), a mãe compartilhou uma homenagem contando que o filho sempre foi determinado e firme em seus objetivos. Entre as recordações, publicou imagens de um antigo caderno de caligrafia com frases escritas pelo menino: “Quero ser policial” e “Soldado Marim Guimarães”.
A sequência de perdas na mesma rodovia reforça o sentimento de dor e revolta da família, que agora se despede de mais um ente querido, lembrado não apenas pela farda que vestia, mas pelo carinho, dedicação e sonhos que cultivou desde criança.
