EUA atacam mais de 70 alvos do Estado Islâmico na Síria após atentado que matou americanos
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira (19) uma ofensiva de grande escala contra o Estado Islâmico no centro da Síria, atingindo mais de 70 alvos, segundo informou o Pentágono. A ação ocorre após um atentado recente que matou três americanos no sítio arqueológico de Palmira.
Em publicação na Truth Social, o presidente Donald Trump classificou a operação como uma “represália muito séria”. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), foram empregados aviões de combate, helicópteros de ataque e artilharia, com o uso de mais de 100 munições de precisão contra infraestruturas e depósitos de armas do grupo terrorista.
O Centcom informou ainda que, desde o ataque em Palmira, forças americanas e aliadas realizaram dez operações na Síria e no Iraque, resultando na morte ou detenção de 23 integrantes de grupos terroristas, sem detalhar as filiações.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, afirmou que ao menos cinco membros do Estado Islâmico, incluindo o líder de uma célula, morreram nos bombardeios. Segundo o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman, as mortes ocorreram na província de Deir Ezzor, no leste sírio, e a célula atingida operava drones na região.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria declarou, em nota publicada na rede X, que o país está comprometido em combater o Estado Islâmico e impedir que o grupo mantenha refúgios seguros em território sírio.
Ataque em Palmira e presença militar
As vítimas do atentado em Palmira eram os sargentos da Guarda Nacional de Iowa William Howard e Edgar Torres Tovar, além do civil Ayad Mansoor Sakat, intérprete que trabalhava para as forças americanas. Segundo Washington, o ataque de 13 de dezembro foi cometido por um atirador solitário.
Trump, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Dan Caine, acompanharam o traslado dos corpos aos Estados Unidos. O episódio foi o primeiro ataque fatal contra tropas americanas na Síria desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro do ano passado.
Atualmente, militares dos EUA atuam no país no âmbito da Operação Inherent Resolve, coalizão internacional criada para combater o Estado Islâmico, derrotado territorialmente em 2019, mas ainda ativo, sobretudo em áreas desérticas da Síria.
O Pentágono já anunciou a intenção de reduzir o contingente americano no país. Hoje, as forças dos EUA permanecem concentradas no nordeste sírio, sob controle curdo, e na base de Al Tanf, próxima à fronteira com a Jordânia.
