Suspeito de ataque que deixou mortos e feridos na Universidade Brown é encontrado morto nos EUA
O homem apontado como suspeito do ataque a tiros que deixou dois mortos e nove feridos na Universidade Brown foi encontrado morto na noite de quinta-feira (18), informaram autoridades dos Estados Unidos. Segundo a polícia, ele teria tirado a própria vida.
De acordo com o chefe do Departamento de Polícia de Providence, Oscar Perez, o suspeito foi identificado como Claudio Neves-Valente, de 48 anos, cidadão português e estudante da Universidade Brown. “Ele tirou a própria vida esta noite”, afirmou o policial em coletiva.
O corpo foi localizado em um depósito no estado de New Hampshire, ao lado de duas armas de fogo. Após a confirmação da morte, o prefeito de Providence, Brett Smiley, declarou que a população da cidade “pode finalmente respirar um pouco mais aliviada”.

Ligação com outro crime
As autoridades acreditam que Neves-Valente também seja o responsável por outro ataque a tiros ocorrido na segunda-feira (15), em Boston, que vitimou um professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). A vítima foi identificada como Nuno Loureiro, de 47 anos, professor português que lecionava Ciência Nuclear, Engenharia e Física desde 2016.
O docente foi encontrado ferido em casa e morreu no hospital na manhã seguinte. Segundo a polícia, a investigação iniciada em Providence levou à conexão entre os dois crimes, embora detalhes sobre a motivação não tenham sido divulgados.
Ataque na Universidade Brown
O tiroteio na Universidade Brown ocorreu no sábado (13), em um prédio onde estudantes realizavam provas no campus, em Providence, no estado de Rhode Island. As duas vítimas fatais foram identificadas como Ella Cook, vice-presidente da associação republicana da universidade, e Mukhammad Aziz Umurzokov, estudante de origem uzbeque que sonhava em se tornar neurocirurgião.
Segundo o prefeito Brett Smiley, uma das vítimas feridas segue em estado crítico, porém estável. Outras cinco permanecem em condição estável e duas já receberam alta médica.
Durante os primeiros dias após o ataque, a investigação avançou lentamente. Um suspeito chegou a ser detido, mas foi liberado. A polícia divulgou imagens de possíveis envolvidos na tentativa de localizar o atirador.
Questionamentos sobre segurança
O caso também reacendeu críticas à segurança no campus da Universidade Brown. Inclusive, o presidente Donald Trump questionou os protocolos da instituição, após vir à tona a informação de que nenhuma das cerca de 1.200 câmeras de segurança da universidade estava integrada ao sistema de vigilância da polícia local.
Dados do Arquivo de Violência com Armas indicam que mais de 300 tiroteios em massa já foram registrados nos Estados Unidos desde o início do ano, considerando ocorrências com quatro ou mais pessoas feridas por disparos.
As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias e motivações dos ataques.
