Kremlin diz não ter recebido propostas da Europa sobre garantias de segurança à Ucrânia
O Kremlin afirmou nesta terça-feira (16) que ainda não recebeu oficialmente as propostas apresentadas por países europeus sobre garantias de segurança para a Ucrânia, anunciadas na segunda-feira como parte das tentativas de encerrar o conflito com a Rússia.
“Até o momento, vimos apenas reportagens nos jornais, mas não vamos reagir. Ainda não vimos nenhum texto. Quando recebermos, então analisaremos”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante entrevista à imprensa.
Na segunda-feira, o governo da Alemanha divulgou uma declaração conjunta dos líderes europeus após dois dias de negociações em Berlim, que reuniram o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e emissários dos Estados Unidos. O objetivo do encontro foi avançar na construção de um plano para pôr fim aos combates iniciados em fevereiro de 2022.

Entre as propostas apresentadas por líderes de países como Alemanha, França e Reino Unido, além da União Europeia, está a criação de uma “força multinacional para a Ucrânia”, formada por contribuições de nações voluntárias e com apoio dos Estados Unidos. O plano também prevê suporte contínuo a um Exército ucraniano com cerca de 800 mil soldados, além da criação de um “mecanismo de supervisão e verificação do cessar-fogo liderado pelos Estados Unidos”.
A definição de garantias de segurança para a Ucrânia após um eventual cessar-fogo é considerada um dos pontos mais sensíveis das negociações. Moscou, no entanto, já manifestou oposição à presença de tropas europeias ou de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em território ucraniano como forma de garantir a paz.
O conflito segue sem um acordo concreto, enquanto as negociações diplomáticas avançam em meio a desconfianças e posições divergentes entre Rússia, Ucrânia e seus aliados ocidentais.
