Ferrovia Norte-Sul consolida Tocantins como hub logístico e produtivo do Brasil central
O Tocantins avança rumo a uma nova etapa de desenvolvimento logístico e produtivo com a consolidação da Ferrovia Norte‑Sul como eixo central da malha de transporte do Estado. Nos últimos dois anos, quase R$ 940 milhões foram aplicados em terminais multimodais e plantas industriais ao longo da ferrovia, impulsionando a atração de investimentos e a integração com mercados nacionais e internacionais.
Autoridades estaduais e agentes do setor articulam medidas complementares para ampliar a competitividade do escoamento de cargas. Entre as iniciativas em estudo está a federalização das rodovias TO‑050, TO‑020 e TO‑080, o alargamento da BR‑010 e intervenções que visam melhorar a fluidez do transporte rodoviário de grãos. Paralelamente, a viabilidade da Hidrovia Tocantins‑Araguaia é analisada como alternativa para conectar o Estado aos portos do Norte a custos inferiores aos modelos atuais.
O dinamismo logístico acompanha o robusto crescimento da produção agrícola local. A safra projetada para 2025/26 deve alcançar 9,6 milhões de toneladas — mais de cinco vezes o volume registrado em 2009/10 —, com o Tocantins respondendo por cerca de 24% da produção do Matopiba. Esse desempenho tem atraído grandes investidores ao Estado.
Entre os aportes anunciados, a Mosaic investiu aproximadamente R$ 400 milhões em unidades em Palmeirante. A VLI opera terminais estratégicos, inclusive no município de Porto Nacional, com capacidade relevante para movimentação de até 6 milhões de toneladas. Os terminais de Alvorada e Gurupi fortalecem a conexão direta do Estado com o Porto de Santos. No segmento de combustíveis, a Ultracargo aplicou R$ 160 milhões na construção de um terminal com capacidade para 23 milhões de litros.
Especialistas consultados destacam que a combinação entre infraestrutura ferroviária, desenvolvimento portuário e crescimento do agronegócio eleva o Tocantins a um patamar estratégico no cenário logístico nacional, projetando o Estado como um hub capaz de ampliar a competitividade do Brasil central nas próximas décadas. O desafio agora é consolidar as obras, garantir políticas públicas integradas e acelerar a implementação de projetos que reduzam custos e tempos de transporte para sustentar o ciclo de investimentos.
