Veja a cor eleita para 2026: Cloud Dancer, um tom inspirado na serenidade
A Pantone anunciou oficialmente que a cor do ano de 2026 será o Cloud Dancer, um tom de branco off-white com nuances de creme de baunilha. A escolha, segundo a empresa, reflete o desejo global por calma, simplicidade e “uma aterrissagem suave” em um mundo dominado pelo excesso de estímulos.
O tom, descrito como “o interior de um marshmallow”, simboliza novos começos e um espaço visual de descanso. Para a diretora-executiva do Instituto Pantone das Cores, Lee Eiseman, o branco suave representa “a aspiração por um futuro livre dos excessos e da toxicidade”.
“Vivemos cercados por ruído e hiperconectividade. O Dançarino das Nuvens convida à serenidade e à amplitude”, afirma Eiseman. A Pantone reforça que a cor funciona como base versátil para composições mais vibrantes, além de combinar com tons pastéis e contrastar com preto de forma elegante.

A Pantone escolhe, desde 2000, a cor que simboliza as tendências de moda, design e cultura. Em 2025, a empresa escolheu “Mocha Mousse” e em 2024, a cor selecionada foi “Peach Fuzz”. Já 2023, a empresa apontou a “Viva Magenta” como cor do ano e, em 2022, a eleita foi a “Veri Peri”, da família do azul, retornando à tendência de 2020, que trouxe o “Classic Blue” como destaque. Em 2021, a Pantone apontou como tendência o cinza “Ultimate Gray” e amarelo “Illuminating”.

Críticas ao conceito de “cor do ano”
Nem todos estão convencidos. O professor de ciência das cores Stephen Westland, da Universidade de Leeds, considera a iniciativa mais um movimento comercial do que uma leitura real do estado de espírito global. “A cor do ano é um artifício para promover interesses comerciais”, afirma. Ele lembra que diferentes empresas elegem tons distintos — e raramente há consenso.
Um exemplo disso é a WGSN, empresa internacional de previsão de tendências, que aponta verde-azulado como a verdadeira cor de 2026, em uma interpretação centrada na reconexão com a natureza.
Paletas alternativas para 2026
Além do Dançarino das Nuvens, especialistas apontam outras tendências para o próximo ano:
Verde-azulado: Para a WGSN, representa restauração e escapismo, evocando mar e floresta. Marcas de tintas afirmam que o tom deve dominar espaços completos, como banheiros e cozinhas.

Vermelho-bronze e vinho: Tons terrosos e profundos continuam em alta, oferecendo ambientes aconchegantes e sofisticados, sobretudo quando combinados com materiais naturais como madeira e fibras.

Cinza-ocre: Neutros simples, porém quentes, reaparecem em casas de estilo clássico e contemporâneo.

Entre tendências e bem-estar
Especialistas concordam que as cores exercem influência sutil no humor e na percepção dos ambientes. No entanto, há dúvidas sobre a capacidade de uma única cor capturar o “estado de espírito global”.
Segundo Laurie Pressman, vice-presidente do Instituto Pantone, o objetivo não é ditar tendências, mas traduzir sensações coletivas. “A cor é uma linguagem. A escolha do ano reflete um movimento subliminar da nossa cultura.”
Enquanto isso, designers sustentam que, mais do que seguir modismos, o que realmente transforma um espaço é a coerência entre paleta, iluminação, materiais e rotina de quem vive no ambiente.
Para 2026, a discussão permanece aberta — entre o branco Cloud Dancer da Pantone, o verde-azulado da WGSN e a pluralidade de tons terrosos que continuam firmes nas casas ao redor do mundo.

