Partida na Bolívia termina em caos com 17 expulsões e intervenção policial
O duelo entre Blooming e Real Oruro pelas quartas de final da Copa da Bolívia terminou completamente fora de controle. O empate por 2 a 2, registrado na noite de terça-feira (28), resultou em uma das partidas mais caóticas do futebol recente, com o árbitro distribuindo 17 cartões vermelhos.
A maior parte das expulsões — 16 ao todo — aconteceu após uma briga generalizada que tomou conta do gramado e exigiu a entrada da polícia, que utilizou spray de pimenta para conter os envolvidos. Segundo o jornal boliviano El Potosí, a confusão começou com um desentendimento entre jogadores do Blooming e os atletas Sebastián Zeballos e Julio Vila, do Oruro.
O clima esquentou rapidamente e se transformou em um confronto violento, com trocas de socos, chutes e a participação de membros das comissões técnicas. O técnico do Real Oruro, Marcelo Robledo, também esteve no meio da briga.
O próprio clube publicou, no Instagram, uma foto do treinador no hospital, afirmando que ele precisou de atendimento após a confusão. A partida terminou com quatro jogadores do Oruro expulsos.
O Blooming sofreu ainda mais baixas: sete atletas receberam cartão vermelho, seis deles diretamente ligados ao tumulto. Além disso, outros seis membros de apoio — incluindo o próprio Robledo — também foram punidos.
Nesta sexta-feira (28), o Blooming divulgou um vídeo informando que um integrante da equipe de segurança passou por cirurgia para reparar uma fratura no rosto decorrente da briga.
Apesar do cenário de violência, o Blooming garantiu a classificação. Com a vitória por 2 a 1 no jogo de ida, a equipe fechou o placar agregado em 4 a 3 e avançou às semifinais, onde enfrentará o Club Bolívar, atual campeão boliviano.
