Golpes por SMS e aplicativos se passam pela Receita e PGFN para roubar dados e induzir pagamentos via PIX
Uma nova onda de mensagens fraudulentas tem alarmado contribuintes em todo o país. Criminosos estão se valendo de SMS e aplicativos de mensagens para se passar pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), alegando a existência de pendências na Dívida Ativa da União. O objetivo é claro: obter dados sensíveis e induzir o pagamento de falsos boletos ou QR Codes via PIX.
Segundo relatos recebidos pela redação, as mensagens exibem padrão burocrático e utilizam dados reais — como nome completo e parte do CPF — frequentemente obtidos em vazamentos, para conferir aparência de autenticidade à fraude. Em muitos casos, o texto informa que há “pendências inscritas na Dívida Ativa da União” e alerta para o risco de bloqueio de valores em contas bancárias, ao mesmo tempo em que oferece uma suposta negociação com “descontos de até 65%” pelo programa Regularize, iniciativa do Governo Federal que, embora existente, tem sido clonada pelos golpistas.
A técnica empregada é o phishing: o usuário é induzido por gatilhos psicológicos — medo de sanções e a promessa de oportunidade financeira — a clicar em links que remetem a páginas falsas, reproduzindo com fidelidade o visual de portais oficiais como o gov.br ou sites da PGFN. Nessas páginas falsificadas são gerados DARFs ou QR Codes fraudulentos cujo pagamento via PIX direciona os valores para contas de terceiros (laranjas).

Resposta das autoridades
A Receita Federal e a PGFN reiteram que não enviam mensagens com links para pagamento de tributos por SMS, WhatsApp ou e-mail. De acordo com orientações oficiais, mensagens de texto eventualmente enviadas pela Receita têm origem exclusiva no número 27842 e nunca contêm links para cobrança. Guias e DARFs devem ser emitidos pelo próprio contribuinte nos canais oficiais, como o Portal e-CAC ou o site Regularize oficial.

Recomendações de segurança
Especialistas em segurança digital e os órgãos governamentais orientam medidas práticas para evitar cair no golpe:
Não clicar em links recebidos por SMS ou aplicativos que aleguem cobranças ou renegociação.
Verificar o remetente: desconfiar de números desconhecidos; mensagens oficiais da Receita partem somente do número 27842.
Consultar diretamente os canais oficiais: digitar manualmente no navegador o endereço de sites como regularize.pgfn.gov.br ou acessar o Portal e-CAC via gov.br.
Suspeitar de cobranças via PIX cujo beneficiário seja pessoa física ou empresa desconhecida; pagamentos legítimos aos cofres públicos deverão ter como beneficiário o Tesouro Nacional.
Denunciar a mensagem às plataformas de comunicação e, se houver fornecimento de dados ou perda financeira, registrar Boletim de Ocorrência.
A disseminação desses golpes ressalta a necessidade de vigilância constante por parte dos cidadãos. Em caso de dúvida, a recomendação das autoridades é inequívoca: nunca clicar em links recebidos por meio de mensagens; sempre verificar a informação diretamente nas fontes oficiais.
