Bombeiro morre em curso de mergulho após mal súbito durante treinamento
O cabo Danilo Firmino da Silva, 37 anos, integrante do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e atuante no 2º Grupamento de Bombeiros de Caruaru, morreu após sofrer um mal súbito durante uma atividade do Curso de Mergulho Autônomo na Região Metropolitana do Recife. O falecimento ocorreu na quinta-feira (13) e foi confirmado oficialmente pela corporação nesta sexta-feira (14).
De acordo com o CBMPE, Danilo apresentou um mal-estar repentino enquanto participava do treinamento. Ele recebeu atendimento imediato das equipes de prevenção e dos próprios instrutores que acompanhavam a atividade. Em seguida, foi levado à UPA do Curado, na Zona Oeste do Recife. Por causa da gravidade, precisou ser transferido para o Hospital da Restauração, no Centro da capital, onde passou por uma cirurgia de emergência. Apesar da intervenção médica, o militar não resistiu.

A corporação informou, em nota, que os participantes do curso são submetidos a avaliações médicas e físicas antes do início das atividades. Um procedimento interno será aberto para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. O CBMPE também declarou estar oferecendo suporte à família do bombeiro.
Supostos excessos nos treinamentos
Um amigo de Danilo, que preferiu não se identificar, afirmou ter trabalhado com o bombeiro entre 2011 e 2014 e apontou que a busca por uma remuneração melhor pode ter influenciado sua decisão de ingressar no curso. Segundo ele, os aprovados recebem uma gratificação específica, o que motiva muitos militares a buscar essa qualificação.
O ex-colega também relatou possíveis abusos na carga física exigida nos treinamentos. Ele afirmou que, em alguns cursos de mergulho das forças de segurança, o nível de exigência é considerado por participantes como superior ao necessário para o desempenho da função.
“Se exige muito fisicamente do candidato, bem mais do que o necessário. O que realmente importa é a técnica do mergulho. Claro que tem que haver condicionamento, mas o que se exige pode levar à exaustão”, afirmou.
