Quem era o caminhoneiro influenciador que morreu ao cair em ribanceira com a carreta em João Monlevade MG
O caminhoneiro e influenciador digital Gustavo Miranda, conhecido nas redes sociais como Gustavin Miranda, faleceu na madrugada deste sábado (8) em um trágico acidente ocorrido na BR-381, em João Monlevade, Minas Gerais. A carreta laranja conduzida por Miranda, carregada com batata-doce, saiu da pista e despencou em uma ribanceira com aproximadamente 20 metros de profundidade.
Gustavo Miranda, natural de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, tinha 24 anos e completou aniversário em outubro. Seu falecimento foi confirmado no local do acidente.
Sua esposa, que está grávida de quatro meses, sofreu ferimentos e ficou presa às ferragens da cabine. Equipes do Corpo de Bombeiros, com o apoio da concessionária Nova 381, realizaram o resgate da vítima, que foi encaminhada a um hospital da região. O estado de saúde da gestante não foi divulgado até o momento.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, chovia no momento do acidente, e as causas da ocorrência serão devidamente apuradas pelas autoridades competentes.
Em nota oficial, a concessionária Nova 381 informou que o acidente ocorreu no quilômetro 355 da rodovia e, apesar da gravidade do ocorrido, a via não foi interditada para o tráfego de veículos.
Gustavo Miranda era um influenciador digital com cerca de 230 mil seguidores no Instagram, onde compartilhava sua rotina como jovem caminhoneiro desde junho de 2016. Suas publicações, focadas na vida simples e na paixão pelas estradas, conquistaram grande audiência. Horas antes do acidente, Miranda publicou uma imagem da carreta desejando um bom fim de semana aos seus seguidores, acompanhada da mensagem: “Deus ilumine nosso caminho!! Boooom dia com Jesus!!”.
A família de Gustavo Miranda já havia sido marcada por uma tragédia anterior. No para-brisa da carreta, estava escrito o nome “Keila” em homenagem à sua mãe, que foi assassinada em 2022 pelo ex-marido e pai do influenciador, que posteriormente foi condenado a 38 anos de prisão. Desde a perda da mãe, aos 21 anos, Gustavo cuidava de seus dois irmãos menores, um adolescente de 16 anos e uma criança de 7 anos.
