Papa Leão XIV e Mahmoud Abbas defendem ajuda humanitária urgente e solução de dois Estados para o conflito em Gaza
O papa Leão XIV recebeu nesta quinta-feira (6), no Vaticano, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em uma reunião marcada pelo apelo conjunto à ajuda humanitária imediata à população civil de Gaza e pela reafirmação da necessidade de pôr fim ao conflito por meio da solução de dois Estados.
Em comunicado, o Vaticano informou que o encontro ocorreu por ocasião do décimo aniversário do Acordo Global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina, firmado em 2015, quando a Santa Sé reconheceu oficialmente o Estado palestino e reiterou seu apoio à criação de dois Estados, com Jerusalém sob estatuto especial para garantir a liberdade religiosa.

Visita oficial e homenagem ao papa Francisco
Abbas chegou a Roma na quarta-feira (5) para uma visita oficial de três dias, durante a qual também se reunirá com o presidente italiano Sergio Mattarella e a primeira-ministra Giorgia Meloni.
Ainda na quarta-feira, o líder palestino visitou a Basílica de Santa Maria Maior, onde fez um momento de reflexão diante do túmulo do papa Francisco.
“Vim ver o papa Francisco porque não posso esquecer o que ele fez pela Palestina e pelo povo palestino. Não posso esquecer que reconheceu a Palestina sem que ninguém lhe pedisse”, declarou Abbas a jornalistas em Roma.
O presidente da ANP também recordou as ligações telefônicas de Francisco às famílias palestinas, especialmente às que vivem na Faixa de Gaza, e destacou o apoio moral e espiritual prestado pela Igreja Católica em tempos de guerra.
Apelo pelo respeito ao direito humanitário
Abbas e o papa Leão XIV já haviam conversado por telefone em 21 de julho, quando discutiram a escalada da violência em Gaza. Na ocasião, o pontífice reiterou o apelo ao respeito do direito internacional humanitário, enfatizando a necessidade de proteger civis, locais sagrados e evitar o uso indiscriminado da força e o deslocamento forçado de populações.
O encontro desta quinta reforça o posicionamento diplomático do Vaticano em favor da paz no Oriente Médio, da proteção dos direitos humanos e da assistência às vítimas do conflito.
