Em Uberlândia/MG médica que sequestrou bebê é presa suspeita de mandar matar farmacêutica para ficar com filha dela
A médica C. S. A., presa por sequestrar um recém-nascido em um hospital de Uberlândia, é também suspeita de envolvimento no assassinato da farmacêutica R. B. D., de 38 anos, ocorrido em novembro de 2020. Segundo as investigações, o crime teria sido motivado pela obsessão da médica em ser mãe de uma menina.
De acordo com o delegado Eduardo Leal, a equipe policial encontrou na casa da médica um quarto decorado com roupas infantis, berço e uma boneca bebê reborn, o que reforça o comportamento obsessivo. “Ela tentou adoções fraudulentas com documentos falsos, tentou comprar um bebê no estado da Bahia e chegou a sequestrar uma recém-nascida, tirando a bebê do colo da mãe”, afirmou o delegado.
Tentativas frustradas e crime planejado
As investigações apontam que C. S. A., chegou a realizar fertilizações in vitro, mas não conseguiu engravidar. Frustrada, passou a tentar adotar ou conseguir uma criança de outras formas ilegais.

A polícia também apurou que a médica mantinha um relacionamento com o ex-marido da vítima, e que o casal tinha uma filha. R. B. D., havia proibido o ex-companheiro de ter contato com a criança enquanto ele estivesse com C. S. A., o que teria motivado o fim do relacionamento entre eles.
Segundo o delegado, a médica acreditava que, ao eliminar a farmacêutica, poderia assumir o poder familiar da criança. “C. S. A., certamente entendeu que, ceifando a vida da vítima, seria mais fácil conseguir assumir esse poder familiar. Ficou apurado que ela contou com o apoio do vizinho e do filho dele”, explicou Eduardo Leal.
Prisões e andamento do caso
Além da médica, dois homens de Itumbiara (GO) foram presos temporariamente nesta quarta-feira (5). Eles são apontados como cúmplices no crime. Todos os detidos serão encaminhados para Uberlândia, onde permanecerão à disposição da Justiça.
C. S. A., já respondia em liberdade por falsidade ideológica e tráfico de pessoas, relacionados ao caso do sequestro do bebê. Agora, passa a ser investigada também por homicídio qualificado.
A farmacêutica R. B. D., foi morta com pelo menos cinco tiros, em novembro de 2020, no bairro Presidente Roosevelt, em Uberlândia. A polícia acredita que o crime foi premeditado e que a médica articulou a ação com ajuda dos outros investigados.
