Whatsapp é usado no roubo de dados para FRAUDES bancárias
Uma nova onda de ataques digitais está preocupando especialistas em cibersegurança no Brasil. O Maverick, um trojan bancário altamente sofisticado, está se espalhando por meio do WhatsApp e tem como alvo principal usuários de bancos e corretoras de criptomoedas. O golpe já registrou milhares de tentativas de infecção, e o alerta é claro: até mesmo mensagens enviadas por contatos conhecidos podem ser perigosas.
O que é o trojan Maverick
O Maverick é um tipo de malware bancário desenvolvido para roubar informações financeiras, senhas e credenciais de acesso. De acordo com análises das empresas Kaspersky, Sophos e Counter Threat Unit™ (CTU), o vírus está ativo desde o fim de setembro de 2025 e se destaca pela dificuldade de detecção.
Em apenas duas semanas, mais de 62 mil tentativas de infecção foram bloqueadas. A ameaça preocupa justamente pela forma como age: de maneira silenciosa, explorando o comportamento cotidiano dos usuários do WhatsApp.
Como o golpe se espalha pelo WhatsApp
Tudo começa com uma mensagem aparentemente legítima, enviada via WhatsApp — muitas vezes por alguém conhecido cuja conta já foi invadida. A mensagem vem acompanhada de um arquivo compactado, geralmente nomeado como “ORCAMENTO_XXXX.zip” ou “COMPROVANTE_20251002_XXXX.zip”.
Dentro do arquivo, há um atalho (.LNK) que, ao ser aberto, executa comandos PowerShell escondidos. Esses comandos baixam o malware de servidores remotos e desativam ferramentas de segurança do Windows, como o Microsoft Defender. O trojan, então, é carregado diretamente na memória do sistema, tornando-se quase invisível para antivírus tradicionais.
Depois de instalado, o Maverick monitora as atividades do computador, captura senhas bancárias, dados de login, capturas de tela e até controla o WhatsApp Web. Ele também envia automaticamente novas mensagens com arquivos maliciosos, se espalhando rapidamente entre os contatos da vítima.
Um verme digital de rápida propagação
O comportamento do Maverick é semelhante ao de um “verme digital”, pois ele se replica e se dissemina automaticamente por meio do WhatsApp Web. Em poucos minutos, pode atingir centenas de usuários, inclusive dentro de redes corporativas.
A Sophos detectou sinais de infecção em mais de 1.000 dispositivos espalhados por 400 redes empresariais, mostrando que o risco atinge tanto empresas quanto usuários domésticos.
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Semelhanças com o trojan Coyote
O Maverick compartilha características com o Coyote, outro malware brasileiro identificado em 2024. Ambos utilizam criptografia AES-256 para ocultar dados e possuem código modular — o que facilita atualizações e variações constantes. Essa estrutura torna o Maverick uma ameaça dinâmica e adaptável, especialmente voltada para roubo de dados bancários e criptoativos.
Como se proteger do Maverick
A principal forma de proteção é adotar hábitos digitais seguros ao usar o WhatsApp.
1. Desconfie de arquivos compactados
Nunca abra arquivos .zip recebidos, mesmo que venham de amigos ou familiares. Contas comprometidas são usadas pelos criminosos justamente para enganar.
2. Verifique extensões suspeitas
Arquivos com extensão .LNK (atalho do Windows) raramente são usados em comunicações legítimas.
3. Mantenha o sistema e antivírus atualizados
Atualizações de segurança são essenciais para impedir que o malware explore falhas conhecidas.
4. Evite clicar em links encurtados
Links desconhecidos podem redirecionar para sites maliciosos ou iniciar downloads automáticos.
5. Ative a autenticação em dois fatores (2FA)
No WhatsApp e nas contas bancárias, a autenticação em dois fatores cria uma barreira adicional contra invasões.
Ações das empresas de segurança
Empresas como Kaspersky e Sophos estão atuando para bloquear domínios maliciosos e atualizar sistemas de detecção. A Kaspersky emitiu alertas específicos para redes corporativas, enquanto a Sophos desenvolve ferramentas voltadas à identificação do Maverick em ambientes empresariais.
Os especialistas também orientam usuários que suspeitem de infecção a restaurar o sistema a partir de backups anteriores e evitar reconectar dispositivos possivelmente contaminados.
FAQ – Perguntas frequentes
O que é o trojan Maverick?
É um malware bancário que se espalha pelo WhatsApp, projetado para roubar informações financeiras, senhas e criptomoedas.
Como ele se propaga?
Por meio de arquivos compactados (.zip) enviados em mensagens do WhatsApp que contêm atalhos (.LNK) maliciosos.
Quem são os principais alvos?
Usuários de bancos e corretoras de criptomoedas, com o objetivo de realizar transações não autorizadas.
Como posso me proteger?
Evite abrir arquivos suspeitos, mantenha o antivírus atualizado e ative a autenticação em dois fatores.
O avanço do Maverick mostra como os golpes digitais via WhatsApp estão cada vez mais sofisticados. O malware combina engenharia social e técnicas modernas de evasão para se espalhar de forma rápida e silenciosa.
A melhor defesa ainda é a atenção: desconfie de mensagens urgentes, não abra anexos desconhecidos e mantenha seus sistemas atualizados. Num cenário em que os ataques virtuais evoluem constantemente, a informação é a primeira linha de proteção.
