Hamas liberta 20 reféns após mais de dois anos em cativeiro na Faixa de Gaza
O grupo terrorista Hamas libertou nesta segunda-feira (13) os 20 reféns vivos que ainda mantinha sob seu poder na Faixa de Gaza, após mais de dois anos de cativeiro. A libertação faz parte do acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas, com mediação dos Estados Unidos, além de apoio diplomático do Egito, Catar e Turquia.
Os reféns faziam parte das 251 pessoas sequestradas durante os ataques de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu o território israelense, matando cerca de 1.200 pessoas. Desde então, Israel respondeu com uma ofensiva militar que, segundo o Ministério da Saúde de Gaza — controlado pelo próprio Hamas —, deixou mais de 67 mil mortos.
De acordo com a imprensa israelense, sete reféns foram libertados por volta das 2h (horário local) e os outros 13 duas horas depois. Todos foram entregues à Cruz Vermelha Internacional, encaminhados às Forças de Defesa de Israel (FDI) e, em seguida, levados a uma base militar, onde reencontraram familiares e receberam atendimento médico.

Em troca pela libertação, Israel se comprometeu a soltar quase 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo cerca de 250 condenados à prisão perpétua. Segundo a agência Reuters, os detentos foram transportados em ônibus da Cruz Vermelha com destino à Faixa de Gaza, Cisjordânia e outros países da região.
O acordo, apresentado no fim de setembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê ainda o fim dos bombardeios israelenses e uma retirada gradual das tropas de Gaza. Desde o início do cessar-fogo, Israel já reduziu sua presença militar no território de 75% para 53% da área.

O Hamas, por sua vez, tinha até as 6h desta segunda-feira (horário de Brasília) para concluir a libertação dos reféns vivos. O grupo informou que ainda busca localizar os corpos das vítimas mortas, e que não há prazo definido para a devolução dos restos mortais. A Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa para ajudar na operação de busca dentro do território palestino.
Segundo o governo israelense, o Hamas mantinha 48 reféns até o início das negociações, dos quais 28 morreram. Com a libertação desta segunda-feira, os últimos sobreviventes foram finalmente devolvidos após dois anos de cativeiro.

A operação marca um dos capítulos mais delicados desde o início do conflito em 2023 — e pode representar o primeiro passo concreto para o fim da guerra que devastou Gaza e reconfigurou o equilíbrio político do Oriente Médio.

