Maria Corina Machado pede apoio de Trump e dos EUA para libertar a Venezuela após receber Nobel da Paz
A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Maria Corina Machado, afirmou nesta sexta-feira (10) que o reconhecimento internacional à sua luta representa um novo impulso para “alcançar a liberdade” de seu país. Em publicação na rede X (antigo Twitter), a opositora declarou que conta com o apoio do presidente Donald Trump, do povo dos Estados Unidos e das nações democráticas do mundo para pôr fim ao regime de Nicolás Maduro.
“Este imenso reconhecimento da luta de todos os venezuelanos é um ímpeto para concluir nossa tarefa: alcançar a liberdade”, escreveu.
“Hoje, mais do que nunca, contamos com o presidente Trump, o povo dos Estados Unidos, os povos da América Latina e as nações democráticas do mundo como nossos principais aliados”, completou Machado.

Maria Corina Machado: símbolo da resistência venezuelana
Considerada o “cérebro e coração da oposição”, Maria Corina Machado, de 58 anos, é vista por muitos venezuelanos como um símbolo de esperança. Durante a campanha presidencial de julho de 2024, ela percorreu o país pregando o fim de 25 anos de governos chavistas e a reconstrução institucional da Venezuela.
Nas primárias da oposição, Machado conquistou mais de 90% dos votos, mas foi impedida de disputar as eleições presidenciais após uma inabilitação política imposta pela Justiça, o que a levou a apoiar o diplomata Edmundo González Urrutia, candidato da unidade opositora. Mesmo sem concorrer, ela foi a principal força por trás da campanha que desafiou o regime de Nicolás Maduro, reeleito até 2031 em um pleito marcado por denúncias de fraude.
De engenheira a símbolo político
Engenheira e mãe de três filhos, Machado iniciou sua trajetória política em 2002 ao fundar a organização Súmate, responsável por promover o referendo contra o então presidente Hugo Chávez. Eleita deputada, tornou-se uma das primeiras vozes a desafiar abertamente o chavismo no Parlamento.
“Expropriar é roubar”, disse a Chávez em 2012, em uma das frases mais marcantes de sua carreira.
Hoje, vive sob forte vigilância do regime e atua na clandestinidade, mas continua sendo a principal referência da oposição venezuelana, descrita por especialistas como “um fenômeno político comparável à ascensão de Chávez em popularidade”.
