Escola municipal em Manaus enfrenta infestação de morcegos e estrutura precária; aulas são interrompidas
A Escola Municipal Raimunda Brasil, localizada na comunidade Santa Isabel do Paraná do Acariquara, na zona rural de Manaus, enfrenta problemas graves de infraestrutura e infestação de morcegos, preocupando pais, alunos e professores. Parte das aulas precisou ser interrompida devido à situação, que representa risco à saúde dos estudantes e profissionais da unidade.
O prédio, construído em 2008 com recursos de doações, apresenta deterioração nas paredes de madeira, teto e chão apodrecidos, além de forte odor causado por urina e fezes de morcegos. Três salas de aula foram interditadas, e parte das turmas precisou ser realocada para espaços improvisados, como o refeitório.
A estudante Nicole Alves Moraes, de 14 anos, relatou a gravidade do problema: “O morcego caiu do meu lado, bem perto do meu pé. O professor só pegou uma luva e um saco plástico para jogar o morcego fora”. Segundo os moradores, uma equipe da Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizou limpeza no forro há cerca de 15 dias, mas os morcegos continuam aparecendo.
A situação já resultou em casos de saúde preocupantes. Uma moradora contou que a enteada foi mordida por um morcego e precisou ser internada, enfrentando sintomas como palidez, urina alaranjada e falta de apetite.
A escola atende cerca de 60 alunos do ensino fundamental e também funciona à noite como polo de ensino a distância para estudantes da rede estadual. A última reforma ocorreu em 2021, quando o espaço foi ampliado, mas a manutenção desde então tem sido insuficiente.
O líder comunitário Francenildo de Souza afirma que tenta há anos se reunir com representantes da Semed, sem sucesso. “Desde 2022 eu nunca consegui uma reunião com a secretaria. É um impedimento tão grande que a gente não consegue entender”, disse.
Alunos esperam que a escola passe por nova reforma. “A gente não tem salas dignas. As cadeiras são velhas, falta material, e o prédio está quebrando. A escola está muito precária”, relatou Nicole.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação e a Prefeitura de Manaus nos dias 8 e 9 de outubro para questionar sobre medidas e previsão de reforma ou reconstrução da unidade, mas até a última atualização não houve resposta.
