Baiano cai no “golpe do nudes” e perde R$ 300 mil para quadrilha que se passa por policiais
Um homem na Bahia, que prefere não se identificar, foi vítima do sofisticado “golpe do nudes” e chegou a depositar R$ 300 mil para criminosos. A quadrilha, que age em todo o país, utilizou perfis falsos nas redes sociais e se passou por policiais e até por um juiz do Rio Grande do Sul para chantagear a vítima.
O golpe começou com uma troca de mensagens aparentemente normal. “Eu cheguei a clicar em um link que tinha um número de uma determinada pessoa e esse número me direcionou para um segundo numero. No dia seguinte, esse segundo número entrou em contato comigo, falando que eu bonito e acabou mandando um nudes para mim”, relatou a vítima, que retribuiu o envio, acreditando que a pessoa era maior de idade.
A Ação da Quadrilha e as Ameaças
Logo após a troca de mensagens, a extorsão começava. O diretor do Departamento de Repressão a Crimes Cibernéticos do Rio Grande do Sul, Eibert Moreira, explicou que o crime cibernético é “sem fronteiras” e que a ação dos criminosos segue um padrão de forte pressão psicológica:
Contato inicial: O golpe começa em redes sociais ou aplicativos de mensagem, com perfis falsos.
Troca de Íntimos: As conversas evoluem para a troca de vídeos e fotos íntimas.
Chantagem: A vítima passa a receber ligações de supostos delegados ou autoridades policiais, alegando que trocou mensagens com uma pessoa menor de idade.
Extorsão: Sob intensa pressão psicológica, os golpistas exigem pagamentos imediatos via PIX para “encerrar o caso” ou “abafar o processo”.
Continuidade: As extorsões só param quando a vítima desconfia ou registra um boletim de ocorrência.
O diretor Moreira alertou para a gravidade da situação: “É uma situação que a pessoa pode cometer uma loucura e tirar a própria vida. É uma coisa muito grave”.
Como a Polícia Recomenda Agir
O delegado Eibert Moreira reforça que a polícia não faz esse tipo de abordagem e orienta as vítimas a utilizarem o Mecanismo Eletrônico de Devolução (MED) se tiverem efetuado algum pagamento via PIX.
“Se você tiver a certeza que foi vítima de um golpe como esse e efetuou o pagamento via PIX, você pode se valer do MED, […] para que o seu banco faça o bloqueio dos valores no banco destinatário”, explicou.
