Iga Swiatek critica calendário da WTA e pode abrir mão de torneios obrigatórios
A número 2 do mundo, Iga Swiatek, voltou a fazer críticas ao extenso calendário do tênis profissional. Segundo a polonesa, a temporada da WTA é “longa demais e intensa demais”, o que pode levá-la a reduzir sua agenda em 2025 — mesmo que isso implique deixar de disputar torneios obrigatórios.
“Não acho que alguma jogadora do topo consiga de fato cumprir isso. É impossível encaixar no calendário”, afirmou a tenista de 23 anos, seis vezes campeã de Grand Slam.
Temporada de 11 meses desgasta atletas
O circuito mundial soma quase 11 meses de torneios entre ATP e WTA — algo frequentemente criticado por jogadores e especialistas. A discussão ganhou força durante a atual gira asiática, quando, somente na última segunda-feira (29), cinco partidas do China Open foram interrompidas ou encerradas por lesões.
Entre os lesionados estavam Lois Boisson, Zheng Qinwen, Lorenzo Musetti, Jakub Mensik e Camila Osorio, que abandonou o jogo após perder o primeiro set para Swiatek.
“A gira asiática é a parte mais difícil, porque parece que a temporada está acabando, mas ainda precisamos forçar”, disse a polonesa.
Pressão do regulamento
Pelas regras da WTA, jogadoras da elite são obrigadas a disputar:
– Os quatro Grand Slams
– Dez torneios WTA 1000
– Seis WTA 500
Quem não cumpre o cronograma está sujeito a multas e perda de pontos no ranking.
Swiatek, que deve participar de todos os torneios mandatórios em 2025, deixou claro que pode reavaliar esse compromisso no futuro em nome de sua saúde física e mental.
O que diz a WTA
Em resposta às críticas, a WTA afirmou à Reuters que o bem-estar das atletas é prioridade. A entidade destacou que ajustes foram feitos no calendário de 2024 para dar mais previsibilidade às jogadoras de ponta e criar mais oportunidades para novos talentos.
Além disso, anunciou um aumento de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões) na premiação total da categoria para os próximos dez anos.
Ação na Justiça
Mesmo com as promessas de reformulação, o debate sobre a sobrecarga continua. Em março, a Associação dos Jogadores Profissionais de Tênis (PTPA) entrou com uma ação legal contra as entidades que comandam o tênis, alegando práticas anticompetitivas e negligência com a saúde dos atletas.
A WTA classificou o processo como infundado, defendendo sua atuação em prol do crescimento do circuito feminino.
