IA é usada para te enganar! Veja o que fizeram com Bolsonaro
Um vídeo que circula nas redes sociais e em aplicativos de mensagem, alegando que um diretor de hospital “quebrou o silêncio” para revelar supostas “condições assustadoras” de Bolsonaro, foi confirmado como #FAKE. A peça audiovisual, publicada no YouTube, tinha mais de 150 mil visualizações e duração de 16 minutos, mas foi totalmente gerada com o uso de inteligência artificial.
O canal que divulgou o vídeo deixa claro, em seu próprio aviso, que produz conteúdos de ficção e entretenimento. No entanto, muitos usuários comentaram como se acreditassem na veracidade da informação, mostrando a facilidade com que deepfakes podem enganar o público.
Como o vídeo foi criado
O vídeo apresenta um homem que se identifica como “diretor de um grande hospital em Brasília” descrevendo um atendimento de emergência a Bolsonaro. No material, são relatados sintomas como vômitos, queda de pressão e fragilidade física do ex-presidente. Entretanto, a própria análise das ferramentas de detecção de IA apontou que o indivíduo e suas declarações foram totalmente sintetizados digitalmente.
Ferramentas como Hive Moderation indicaram 99% de probabilidade de o conteúdo ter sido produzido por inteligência artificial. O áudio também foi submetido ao Hiya Deepfake Voice Detector, que atribuiu nota 1 (em escala de 0 a 100), reforçando a alta chance de se tratar de deepfake.
O conteúdo do vídeo inclui supostas falas de Bolsonaro, pedindo força e proteção para si, sua família e seu povo, o que nunca ocorreu de forma real. A manipulação combina tecnologia avançada de imagem e áudio para criar uma narrativa convincente, mas totalmente fictícia.
Contexto real sobre a saúde de Bolsonaro
Embora o vídeo seja falso, é importante contextualizar a saúde do ex-presidente. Na mesma semana da divulgação do material, Bolsonaro realmente esteve internado no Hospital DF Star, em Brasília, para procedimentos médicos.
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No domingo, 14 de setembro de 2025, ele passou por remoção de lesões na pele. O laudo apontou carcinoma de células escamosas em duas das oito manchas retiradas. Esse tipo de tumor maligno está diretamente ligado à exposição excessiva ao sol, e é o mais comum no Brasil.
Na terça-feira, 16 de setembro, Bolsonaro voltou ao hospital com sintomas de vômitos, tontura e queda de pressão arterial. Ele recebeu alta no dia seguinte e permaneceu em regime domiciliar para acompanhamento médico periódico, sem necessidade de novos procedimentos invasivos.
Riscos das fake news sobre Bolsonaro
O episódio demonstra como vídeos falsos podem se espalhar rapidamente, mesmo quando envolvem figuras públicas como Bolsonaro. Comentários de usuários mostram que há um grande número de pessoas que acreditam em informações sensacionalistas, aumentando o risco de desinformação.
Especialistas alertam que deepfakes podem gerar impactos sérios, desde a manipulação da opinião pública até ameaças à imagem de políticos e à credibilidade de instituições de saúde. A checagem de fatos e o uso de ferramentas tecnológicas de detecção são fundamentais para combater essas práticas.
Além disso, a viralização de informações falsas pode gerar preocupações desnecessárias sobre a saúde de Bolsonaro, criando pânico e confusão em sua base de apoiadores e na sociedade em geral.
O vídeo que alegava revelar “condições assustadoras” de Bolsonaro é completamente falso, criado por inteligência artificial e sem qualquer ligação com fatos reais. A situação médica do ex-presidente, embora tenha demandado internação e acompanhamento, foi tratada de forma adequada pelos profissionais de saúde.
Este caso reforça a importância de verificar fontes, usar ferramentas de checagem de fatos e não compartilhar conteúdos sensacionalistas sem confirmação. A tecnologia de deepfake, cada vez mais sofisticada, exige atenção redobrada para que a desinformação sobre figuras públicas como Bolsonaro não se propague.
