Governo Trump impõe novas restrições a Harvard e exige carta de crédito de US$ 36 milhões
O governo de Donald Trump impôs nesta sexta-feira (19) novas restrições ao acesso da Universidade Harvard a fundos federais, intensificando sua ofensiva contra a instituição, acusada pelo presidente de ser um “terreno fértil para a ideologia woke”.
Em comunicado, o Departamento de Educação anunciou que Harvard foi colocada sob o status de “monitoramento elevado de caixa” (HCM, na sigla em inglês). A medida obriga a universidade a utilizar recursos próprios para financiar bolsas e auxílios estudantis, solicitando reembolso posteriormente ao governo federal.
“Os estudantes continuarão tendo acesso a financiamento federal, mas Harvard estará obrigada a cobrir os desembolsos iniciais como uma medida de proteção para garantir que gaste os fundos dos contribuintes de maneira responsável”, informou o departamento.

Carta de crédito e pressões
O governo também solicitou que Harvard apresente uma carta de crédito irrevogável no valor de US$ 36 milhões (R$ 191,7 milhões), como garantia de que cumprirá suas obrigações financeiras. A decisão ocorre após a universidade ter vencido uma disputa judicial que revogou, no início de setembro, o congelamento de US$ 2,6 bilhões em fundos federais.
Além da questão financeira, o governo Trump acusa Harvard e outras universidades de não protegerem adequadamente estudantes judeus durante protestos pró-Palestina nos campi.
Reação de Harvard
A universidade negou as acusações e declarou que vê as medidas como uma tentativa do governo de controlar admissões, contratações e currículo acadêmico. Em nota, Harvard informou que iniciou o processo de recuperação de parte dos recursos bloqueados.
“Estamos satisfeitos em ver a distribuição de US$ 46 milhões (R$ 245 milhões) em fundos de pesquisa do Departamento de Saúde e Serviços Humanos. Este é um passo inicial, e esperamos continuar vendo o financiamento restaurado por todas as agências federais.”
