Netflix lança superprodução espanhola “O Refúgio Atômico” e aposta em tecnologia para repetir sucesso de “La Casa de Papel”
Nas fachadas de seus grandes estúdios em Madri, a Netflix exibe os cartazes de seus maiores sucessos espanhóis e agora tenta repetir o fenômeno global de La Casa de Papel com sua nova superprodução: O Refúgio Atômico, que estreia nesta sexta-feira (19).
A série se passa em um gigantesco bunker, com salas de ginástica, jardim zen e restaurante sofisticado, e é mais uma criação da dupla Álex Pina e Esther Martínez Lobato — os mesmos produtores e roteiristas de La Casa de Papel, Sky Rojo e Berlim.

Produção de alto nível
Os estúdios da Netflix em Tres Cantos, ao norte de Madri, são um dos principais centros de criação audiovisual da empresa na Europa. Desde 2017, a plataforma já produziu cerca de mil filmes e séries na Espanha. Para O Refúgio Atômico, foram utilizadas tecnologias de ponta, incluindo um set digital com uma tela de 30 metros de comprimento e 6 de altura, que reproduz cenários realistas e dinâmicos, aproximando a produção espanhola do padrão de Hollywood.
“Aqui temos um pouco de tudo para filmar e testamos muitas tecnologias pela primeira vez”, disse Víctor Martí, responsável pela produção do centro madrilenho. Para Migue Amoedo, diretor artístico visual da série, cerca de 80% da obra foi filmada em cenários internos, algo que ajuda a aumentar a imersão do público.
Álex Pina destaca que o segredo do sucesso das produções espanholas está em manter sua essência: “Uma história local exótica pode ser, ao mesmo tempo, universal. Não foi necessário mudar nada em termos de caráter ou narrativa para os mercados estrangeiros”, afirmou.
