Sobe para 51 o número de mortos nos protestos no Nepal
O Nepal enfrenta uma das piores crises de sua história recente, marcada por uma onda de protestos violentos que já deixou 51 mortos, mais de 100 feridos e resultou na fuga de cerca de 12.500 detentos de várias prisões do país. A convulsão social levou à renúncia do primeiro-ministro K.P. Sharma Oli, aumentando o clima de incerteza política.
Para liderar o governo de transição, foi nomeada Sushila Kar, ex-ministra do Supremo Tribunal, que terá como missão preparar o país para novas eleições. A decisão busca acalmar os ânimos e restaurar a ordem em meio à escalada de violência que tomou as ruas de Katmandu e outras cidades.

A população protesta contra acusações de corrupção e nepotismo por parte da chamada “velha guarda” política. O bloqueio das redes sociais, decretado recentemente, é apontado como o estopim para os confrontos mais violentos dos últimos 20 anos no país.
Em meio ao caos, o prefeito de Katmandu, Balendra Cha — rapper e engenheiro civil — tem ganhado destaque como uma nova e popular liderança política, especialmente entre a juventude. Ele é visto como um símbolo de renovação e pode se tornar peça-chave no futuro político do Nepal.
