Autoridades seguem em busca de assassino de Charlie Kirk, aliado de Trump, após ataque em universidade
Autoridades dos Estados Unidos continuam procurando nesta quinta-feira (11) o assassino do influenciador Charlie Kirk, ativista de extrema-direita e aliado próximo do presidente Donald Trump, cujo homicídio elevou o temor de uma escalada da violência política no país.
Trump acusou a retórica da “esquerda radical” de ter contribuído para o crime, chamando Kirk, de 31 anos, de “mártir da verdade”. “Durante anos, aqueles na esquerda radical compararam americanos maravilhosos como Charlie a nazistas e aos piores assassinos em massa e criminosos do mundo”, disse o presidente em vídeo publicado na Truth Social. Ele prometeu que seu governo “encontrará todos os que contribuíram para essa atrocidade”.
Kirk levou um tiro no pescoço enquanto falava em um evento na Utah Valley University, em evento organizado pelo movimento Turning Point USA, que ele cofundou em 2012. Vídeos que circulam nas redes mostram o momento em que o ativista cai da cadeira em meio aos gritos de pânico da plateia.

Beau Mason, do Departamento de Segurança Pública de Utah, afirmou que o disparo provavelmente veio de um telhado e que câmeras registraram um suspeito “vestindo roupas escuras”. O atirador segue foragido, apesar das buscas feitas por agentes federais, estaduais e locais.
O governador de Utah, Spencer Cox, classificou o crime como “assassinato político” e prometeu punição exemplar. Trump ordenou que as bandeiras sejam hasteadas a meio-mastro em prédios federais até domingo.
A morte de Kirk chocou republicanos e democratas. O vice-presidente JD Vance e o senador John Thune prestaram homenagens, e o ex-presidente Joe Biden, bem como Kamala Harris e Gavin Newsom, condenaram o ato de violência.
Kirk era considerado uma das principais vozes conservadoras da nova geração, usando suas plataformas digitais para defender políticas anti-imigração, a liberdade religiosa e o direito ao porte de armas.
