Falta de água em Conceição do Tocantins revolta moradores e prejudica funcionamento de escolas
A população de Conceição do Tocantins enfrenta novamente o drama da falta de água. O problema, que já se tornou rotina no município, gerou indignação nas redes sociais, onde moradores relatam dias sem abastecimento e cobram providências da ATS, empresa responsável pelo serviço.
A situação compromete não apenas a vida doméstica, mas também serviços essenciais. Nesta semana, a Escola EMEI Sadja Samara Miranda Souza precisou liberar os alunos ainda às 9h da manhã por não ter condições de manter as atividades sem água. Sem alternativas, famílias recorrem a baldes e galões para garantir tarefas básicas, como cozinhar, tomar banho e manter a higiene em casa. O clima é de revolta.

O problema se intensifica diante da indefinição sobre o contrato entre a ATS e o município. A gestão do prefeito Paulo Torres Fernandes (PDT) havia encerrado o contrato nº 392/1999, com base em relatório que apontava “falhas graves e recorrentes” na atuação da concessionária. Conforme o decreto nº 158/2025, a ATS foi previamente notificada, mas teria apresentado uma resposta considerada “genérica e insuficiente”.
No entanto, a Justiça do Tocantins determinou a suspensão da rescisão do contrato, decretada pela prefeitura na última segunda-feira (16). A liminar foi concedida pela 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, com o entendimento de que o ato municipal pode ter violado garantias legais e constitucionais.
Enquanto a questão jurídica se desenrola, a ATS ainda não apresentou uma solução definitiva para o abastecimento, e a comunidade segue sofrendo com um problema que compromete direitos básicos, cobrando respostas urgentes das autoridades competentes.
