Trump sai em defesa de Robert Kennedy Jr. após crise por declarações contra vacinas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio ao secretário de Saúde, Robert Kennedy Jr., após sua participação em uma tensa audiência no Senado, marcada por críticas às vacinas e à condução do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). “Ele é muito bom, tem intenções boas e ideias um pouco diferentes. Gosto do fato de ser diferente”, disse Trump em evento na Casa Branca.
Kennedy Jr. voltou a atacar as políticas do CDC durante a pandemia de covid-19, chamando-as de “desastrosas e absurdas”, citando como exemplo as recomendações de fechamento das escolas. Ele também defendeu a demissão da diretora da agência, Susan Monarez, alegando que era “absolutamente necessária” para restabelecer padrões elevados. A destituição, porém, provocou uma crise interna, com mais de mil funcionários e ex-funcionários pedindo renúncia coletiva em carta aberta.
Democratas pressionaram pela saída de Kennedy Jr., acusando-o de colocar a saúde pública em risco. O senador Ron Wyden exigiu sua renúncia imediata e pediu que Trump o demitisse caso ele não saísse por conta própria. Já republicanos como Mike Crapo elogiaram o secretário por seu foco em doenças crônicas, como a obesidade.

Desde que assumiu o cargo, Kennedy restringiu o uso de vacinas contra a covid-19 a grupos limitados, cortou subsídios à pesquisa em mRNA e redirecionou recursos para projetos alternativos. Especialistas alertam que tais medidas podem abalar a confiança da população e favorecer o retorno de doenças contagiosas, como o sarampo, que já provocou mortes no país em 2025.
Enquanto isso, a polêmica em torno das vacinas se intensifica nos EUA: a Flórida anunciou que pretende eliminar todas as obrigações de vacinação, enquanto estados democratas, como a Califórnia, se articulam para resistir às políticas federais mais céticas.
