Novo continente pode unir o Brasil ao lugar mais frio do mundo
Publicado nesta quarta-feira (3), um estudo científico indica que as condições climáticas da Terra seriam drasticamente diferentes daquelas que conhecemos atualmente. De acordo com a pesquisa, a maior parte do território terrestre poderá se tornar inabitável para mamíferos.
O futuro continente, batizado de Pangeia Próxima ou Pangeia Única, faz referência ao antigo supercontinente que existiu entre 273 e 300 milhões de anos atrás. Segundo os cientistas, a nova formação estaria localizada na posição atual da África, que se uniria à Europa.
O Brasil, por exemplo, passaria a integrar esse imenso bloco ao lado da Antártida, hoje conhecida por suas baixas temperaturas. A Austrália se moveria em direção ao norte até colidir com a Ásia, enquanto a América do Norte se uniria à América do Sul, completando o quebra-cabeça geológico.

Nem todas as terras, porém, terão o mesmo destino: a Nova Zelândia permaneceria isolada, fora da nova configuração.
Condições extremas
Esse processo, resultado da deriva continental, deverá transformar profundamente o clima global. O estudo prevê temperaturas extremas que podem chegar a 60 °C no verão, tornando vastas áreas em desertos inabitáveis.
Além disso, a movimentação das placas tectônicas aumentaria a atividade vulcânica, liberando grandes quantidades de CO₂ e agravando o aquecimento do planeta.
Um alerta global
Os cientistas reforçam que, embora a formação do supercontinente esteja prevista para ocorrer em milhões de anos, o estudo destaca a importância de frear o aquecimento global. Manter a Terra em temperaturas mais baixas será crucial para garantir a sobrevivência da humanidade e de outras formas de vida.
