Essa ligação que parece do banco pode te custar R$ 7.000! conheça o golpe do spoofing
Você já recebeu uma ligação de um número parecido com o do seu banco e atendeu sem pensar duas vezes? Pois saiba que essa prática pode esconder um golpe chamado spoofing, capaz de causar prejuízos de milhares de reais em poucos minutos.
A técnica consiste em falsificar o número que aparece no visor do celular, fazendo com que pareça vir de uma instituição bancária ou até de alguém próximo. Essa ilusão aumenta as chances de a vítima atender e acreditar na conversa.
Segundo especialistas em segurança digital, criminosos usam softwares que alteram a origem da chamada, dificultando a identificação e tornando a fraude ainda mais convincente. É nesse momento que entram em cena as estratégias de persuasão, conhecidas como engenharia social.

Como os golpistas convencem suas vítimas pelo telefone
Após a ligação, os criminosos recorrem a artifícios psicológicos para pressionar a vítima. A estratégia mais comum é criar um senso de urgência, como alegar problemas na conta bancária ou supostas compras não autorizadas. O objetivo é fazer a pessoa agir rapidamente, sem tempo para refletir.
Advogados especializados em crimes digitais alertam que os golpistas costumam ser diretos e ágeis, evitando conversas longas. Eles também usam saudações genéricas ou até dados obtidos em vazamentos, como o primeiro nome da vítima ou informações sobre empréstimos e cartões de crédito.
Outro truque recorrente é simular ofertas vantajosas, como descontos na quitação de dívidas ou aumento do limite do cartão. Com isso, a vítima acredita estar resolvendo um problema ou aproveitando uma oportunidade, mas na prática está entregando informações valiosas.
Como se proteger e o que fazer se cair no golpe
A recomendação de especialistas é clara: nunca forneça senhas, códigos ou autorize transações por telefone em chamadas inesperadas. Se a ligação levantar suspeitas, desligue e entre em contato diretamente com a instituição, seja presencialmente ou pelo aplicativo oficial.
Além disso, é fundamental adotar medidas preventivas, como evitar divulgar o número de telefone em redes sociais, ativar identificadores de chamadas e manter o celular sempre atualizado. Operadoras também oferecem serviços de bloqueio e alerta para chamadas suspeitas, que podem ser ativados gratuitamente.
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Caso seja vítima, é essencial registrar boletim de ocorrência, guardar registros da ligação e avisar o banco imediatamente. Dependendo do caso, também é possível acionar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para denunciar o uso ilegal de informações pessoais. A Anatel, por sua vez, já determinou que chamadas com adulteração de número devem ser bloqueadas de forma automática pelas operadoras.
