Vigilante morto no primeiro dia de trabalho em Sobral (CE) foi executado a mando de facção, aponta polícia
A execução de João Victor Santos do Nascimento, de 21 anos, no primeiro dia de trabalho como vigilante em um laboratório clínico em Sobral (CE), foi determinada por uma facção criminosa, segundo as investigações da Polícia Civil. O crime ocorreu na última segunda-feira (1º).
Inicialmente, a suspeita era de que João Victor tivesse sido morto ao reagir a um assalto praticado por um casal. No entanto, a prisão de Paulo Henrique Silva Pinto, de 19 anos, revelou uma nova versão.
Ação criminosa
Em depoimento, Paulo Henrique afirmou que uma mulher — ainda não identificada — foi até sua casa e disse que os dois deveriam cumprir um “corre”, termo usado para indicar ordens da facção, com a missão de matar o vigilante.
O casal foi até o laboratório, anunciou um assalto, obrigou os presentes a deitarem no chão e roubou celulares e uma máquina de cartão. Em seguida, a mulher se aproximou da vítima, perguntou o nome dele e, ao confirmar sua identidade, ordenou que Paulo Henrique atirasse. João Victor foi atingido por cerca de cinco disparos e morreu no local.
Vítima não tinha inimigos
Familiares afirmam que João Victor era um jovem tranquilo e sem envolvimento com crimes. Ele faria 22 anos nesta quarta-feira (2) e estava substituindo outro vigilante que havia saído de férias.
“Ele não tinha nenhum inimigo. Tanto é que em todo local de Sobral ele andava, ele trabalhava e não tinha envolvimento com nada. Um menino bom”, declarou um tio.
Prisão e antecedentes
Paulo Henrique foi autuado em flagrante por homicídio doloso e por integrar organização criminosa. Na audiência de custódia, realizada nesta terça-feira (2), a Justiça converteu a prisão em preventiva, destacando a “alta periculosidade do agente” e a violência da ação.
O suspeito já tinha antecedentes por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e receptação. A Polícia Civil segue as buscas pela comparsa que participou do crime.
