Secretário de Defesa dos EUA diz que Chicago, Baltimore e Nova Orleans podem precisar da Guarda Nacional
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (3) que o governo está disposto a empregar a Guarda Nacional em cidades como Chicago, Baltimore e Nova Orleans, mas destacou que a preferência é agir apenas mediante convite dos governadores estaduais.
“Teríamos orgulho em intervir, mas queremos que os governadores nos chamem”, disse Hegseth em entrevista à Fox News, reforçando que a prioridade é “proteger os norte-americanos”.

Washington e Los Angeles como exemplos
Durante a entrevista, o secretário classificou como “lindo” o trabalho realizado pelas tropas na capital federal, Washington D.C., onde militares atuam no patrulhamento das ruas em apoio às forças locais no combate ao crime.
Ele também defendeu a atuação em Los Angeles, alegando que toda a operação “esteve dentro da lei”. No entanto, reconheceu que há questionamentos jurídicos. “Agora estamos vendo este trabalho ser contestado e revertido”, disse, em referência à decisão judicial que considerou ilegal o envio de tropas para acompanhar agentes federais em operações de imigração na Califórnia.
Contexto político
A mobilização da Guarda Nacional em grandes centros urbanos tem sido uma das bandeiras da administração Trump para enfrentar o aumento da violência em cidades governadas por democratas. A medida, porém, gera críticas de opositores, que classificam a ação como uma tentativa de militarização da segurança pública e uma estratégia política para as eleições legislativas de 2026.
