OCX pede solução justa para Palestina e condena crise humanitária em Gaza
A Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) divulgou nesta segunda-feira (1º), em Tianjin, na China, uma declaração conjunta defendendo que a busca por uma “solução justa” para a Palestina é o único caminho possível para alcançar a paz no Oriente Médio. O comunicado foi emitido após a reunião de líderes do bloco, que contou com a presença de nomes como o presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Na nota, os membros da OCX expressaram “profunda preocupação” com a guerra entre Israel e Palestina e “condenaram energicamente” o que classificaram como o atual “desastre humanitário” na Faixa de Gaza.

Cessar-fogo e ajuda humanitária
O documento destaca a necessidade de um cessar-fogo imediato, abrangente e duradouro, além de medidas para garantir a entrada de ajuda humanitária em Gaza. O texto ainda pede esforços redobrados para assegurar paz, estabilidade e segurança aos moradores da região.
Segundo a declaração, “a única maneira de garantir a paz e a estabilidade no Oriente Médio é uma solução integral e justa para a questão palestina”.
Críticas a Israel e EUA
Além da situação na Palestina, a OCX também condenou a ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em junho, classificando a ação como uma “grave violação do direito internacional”.
Sobre a OCX
Criada como alternativa geopolítica à influência ocidental, a Organização para a Cooperação de Xangai não possui cláusulas de defesa mútua, diferentemente da OTAN. O bloco reúne China, Rússia, Índia, Paquistão, Irã, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, representando cerca de 40% da população mundial. Além disso, conta com países observadores e parceiros de diálogo, como Egito, Turquia, Mianmar e Azerbaijão.
