Gata vira mascote e símbolo de afeto na 1ª Delegacia de Feira de Santana (BA)
Desde 2015, a rotina da 1ª Delegacia Territorial (DT), no bairro Jomafa, em Feira de Santana (BA), ganhou um toque especial com a presença de Carol, uma gatinha que nasceu no pátio da unidade e acabou conquistando o coração dos policiais civis.
Abandonada ainda filhote, Carol foi acolhida pelo investigador Alizeu Portugal, que passou a cuidar dela. Com o tempo, tornou-se companhia inseparável da equipe, recepcionando servidores já na chegada à delegacia.

Superação e cuidados especiais
Ao longo dos anos, Carol enfrentou sérios problemas de saúde. Diagnosticada com câncer de mama, precisou passar por cirurgia. Para custear o procedimento, os policiais organizaram uma campanha e conseguiram arrecadar os recursos necessários.
Durante a recuperação, a gata surpreendeu ao aparecer prenha e dar à luz cinco filhotes. Como só possuía duas mamas após a cirurgia, não conseguiu amamentar todos, e o investigador comprou leite especial para alimentá-los com mamadeira. Assim que cresceram, os filhotes foram doados.
Após restabelecer a saúde, Carol voltou para a delegacia, onde foi recebida com alegria pelos colegas de plantão. Para evitar novas gestações, foi castrada e desde então circula livremente pelo prédio, recebendo carinho e cuidados de todos.
Símbolo de empatia
Hoje atuando em outra unidade, Portugal conta que ainda visita a mascote:
“Ela permanece na 1ª delegacia junto aos colegas de plantão. Sempre que posso, vou vê-la para matar a saudade, e ela segue sendo bem tratada”, disse.
Para o delegado regional Yves Correria, a história de Carol revela o lado humano do trabalho policial:
“Mesmo diante de uma rotina intensa, eles não hesitaram em cuidar dela quando adoeceu. Isso demonstra empatia e responsabilidade, valores que muitas vezes passam despercebidos”, destacou.
Além de mascote, Carol se tornou símbolo de afeto e resistência, ajudando a quebrar a rigidez do ambiente policial e trazendo leveza ao cotidiano da delegacia.
