CPMI do INSS apura fraudes em descontos ilegais que afetaram aposentados por três décadas
A CPMI do INSS ouviu nesta quinta-feira (28) o depoimento de uma defensora pública que atuava contra os descontos irregulares em benefícios previdenciários, prática que afetou milhares de aposentados em todo o país. O esquema foi alvo da Operação “Sem Descontos”, deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano.
Durante a sessão, a defensora revelou que já havia alertado sobre a necessidade de reforçar a segurança e ampliar as investigações, mas nenhuma medida efetiva foi tomada antes da operação. Segundo parlamentares, há indícios de que as fraudes começaram em 1994, atravessando quatro governos federais sem providências estruturais para impedir o golpe.
As irregularidades atingiam principalmente aposentados que recebem um salário mínimo, muitos deles surpreendidos com descontos indevidos que comprometiam despesas básicas como aluguel, medicamentos e alimentação. A comissão agora busca identificar quem se beneficiava do esquema e se houve participação ou omissão de agentes públicos ao longo dos anos.
O caso foi classificado como um grave ataque à dignidade dos aposentados brasileiros, por envolver valores essenciais à sobrevivência de milhões de famílias.
