Estrutura metálica usada em reforma de prédio cai na cabeça de advogado e arranca parte do couro cabeludo em Palmas
O advogado e professor universitário Abizair Antônio Paniago, de 61 anos, ficou ferido após ser atingido na cabeça por uma estrutura metálica usada na reforma de um prédio em Palmas, na manhã desta sexta-feira (22). O impacto o derrubou no chão, causou um ferimento grave e chegou a arrancar parte do couro cabeludo.
Segundo o boletim de ocorrência, Abizair tinha ido ao local para uma consulta médica de rotina, no Palmas Medical Center, quando parou para cumprimentar um aluno próximo à obra. Nesse momento, a estrutura se soltou e caiu sobre ele.
De acordo com o advogado Thiago Perez, que acompanhou a vítima, Abizair não ultrapassou a área de isolamento determinada com fitas zebradas. Ele sofreu um ferimento extenso na cabeça, precisou passar por um procedimento semelhante a enxerto e suturas, além de apresentar luxações nos ombros e pernas. Após os exames, foi liberado para continuar a recuperação em casa.

O caso foi registrado como lesão corporal culposa e está sendo apurado pela Polícia Civil.
Em nota, o Palmas Medical Center afirmou que prestou todo o suporte necessário, levando a vítima ao pronto-socorro, mas ressaltou que a responsabilidade pela estrutura que se desprendeu é do condomínio onde o hospital funciona. O hospital também informou que a área de isolamento foi ampliada após o acidente para evitar novos riscos.
Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, segundo os relatos e vídeos apresentados no boletim de ocorrência, o advogado caminhava fora do perímetro isolado no momento do acidente. O órgão destacou que as imagens foram captadas pelas câmeras de segurança do local, uma vez que o estabelecimento não forneceu os arquivos digitais diretamente.
O advogado de Abizair, Thiago Perez, afirmou que, além da investigação criminal, vai adotar medidas na esfera cível e administrativa.
“Hoje está sendo apurado o aspecto criminal, já que houve lesão corporal grave. Oportunamente, nós vamos mover as medidas cíveis cabíveis, além de outras medidas administrativas que se fizerem necessárias”, explicou.
Por se tratar de uma possível infração de menor potencial ofensivo, o caso foi encaminhado para a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento a Minorias e Grupos Vulneráveis (1ª DEIMPO), que dará continuidade às investigações.
