Sinal “WOW” captado há quase 50 anos segue sem explicação e intriga astrônomos
Em agosto de 1977, o radiotelescópio da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, registrou um sinal de rádio incomum que durou pouco mais de um minuto. Batizado de “WOW” pelo astrônomo que o detectou, o fenômeno permanece sem explicação quase cinco décadas depois.
O professor e astrônomo Renato Las Casas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que o sinal foi identificado na direção da constelação de Sagitário e apresentava intensidade fora do comum. “Já varremos essa região várias vezes, tentando identificar a fonte, mas não encontramos nada”, afirma.
Por atravessar o espaço praticamente sem perder intensidade, as ondas de rádio sugerem que a emissão pode ter vindo de muito longe, possivelmente de fora da Via Láctea. Nos anos 1970, com discussões frequentes sobre vida extraterrestre, surgiu a hipótese de que o sinal pudesse ter origem em uma civilização inteligente, embora a probabilidade seja incerta.
O sinal não se repetiu, o que dificulta qualquer interpretação. Segundo Las Casas, pode ter sido um fenômeno periódico de ciclo extremamente longo, como certos cometas, ou algo não periódico, que talvez nunca volte a ocorrer.
“O fato de não termos detectado novamente não significa muito. Simplesmente ainda não houve repetição”, ressalta o astrônomo, destacando que o episódio evidencia o quanto ainda sabemos pouco sobre o universo e nossas ferramentas de observação.
O sinal “WOW” permanece como um dos maiores enigmas da astronomia moderna, lembrando que a curiosidade científica é o combustível para novas descobertas. Além da radioastronomia, buscas no infravermelho e análises de atmosferas de exoplanetas são estratégias promissoras para identificar sinais de vida inteligente ou formas de vida mais simples.
