A verdade por trás do símbolo da Nike vai te assustar
Você olha para ele todos os dias. Nos tênis, nas camisetas, em outdoors gigantescos. O símbolo da Nike, o famoso “swoosh”, é uma das marcas mais reconhecidas do planeta, sinônimo de vitória, velocidade e superação. Mas, e se eu te contasse que por trás desse ícone global existe uma história de rejeição, um pagamento irrisório e uma inspiração divina que a maioria das pessoas desconhece por completo?
A verdade é que a história da criação desse logotipo é muito mais humana e cheia de reviravoltas do que a gigante do esporte gostaria de admitir. Ela não nasceu em uma agência de publicidade renomada, nem custou milhões de dólares. Pelo contrário. Nasceu da necessidade de uma estudante universitária que precisava de dinheiro para pagar as contas, e o resultado inicial, pasmem, não agradou nem um pouco o seu criador.
Prepare-se para descobrir o conto quase inacreditável por trás do símbolo que você pensava conhecer. Uma trama que envolve uma deusa grega alada, um pagamento de apenas 35 dólares e uma reviravolta milionária que aconteceu anos depois, quase como um pedido de desculpas. A história real vai muito além do movimento e da velocidade.
Deusa grega
Enquanto a maioria das pessoas associa o “swoosh” a um sinal de “check” ou a uma representação de movimento, o seu significado original é muito mais profundo e mitológico. A inspiração para o logotipo e para o próprio nome da marca vem de Niké, a deusa grega da vitória.
Na mitologia, Niké era uma divindade alada, capaz de se mover em altíssima velocidade, que personificava o triunfo e a força. Era ela quem voava pelos campos de batalha para recompensar os vencedores com glória e fama, simbolizados por uma coroa de louros. A designer Carolyn Davidson, a jovem estudante por trás da criação, se apegou a esse conceito. A ideia era que a forma do “swoosh” representasse uma das asas da deusa, transmitindo a todos que usassem os produtos da marca a sensação de poder, velocidade e, claro, vitória.
Pagamento
A história fica ainda mais surpreendente quando descobrimos como tudo aconteceu. Em 1971, Phil Knight, um dos cofundadores da Nike (que na época se chamava Blue Ribbon Sports), era professor de contabilidade na Universidade Estadual de Portland. Ele ouviu Carolyn Davidson, uma de suas alunas de design, reclamando que não tinha dinheiro para comprar material de pintura a óleo. Knight, então, a contratou para criar um logotipo para sua nova linha de calçados.
Ele tinha apenas duas exigências: o símbolo deveria transmitir movimento e não poderia se parecer com as três listras da concorrente Adidas. Após cerca de 17 horas de trabalho, Carolyn apresentou várias propostas, mas todas foram rejeitadas. O “swoosh” foi uma de suas últimas tentativas. E a reação de Phil Knight? Longe de ser um “eureca”. Ele disse a famosa frase: “Bom, não estou apaixonado por ele, mas talvez ele cresça em mim”. Por todo o trabalho, Carolyn recebeu um pagamento de apenas 35 dólares.
Reviravolta
Carolyn continuou trabalhando para a Nike por alguns anos, mas a história não terminou com o pagamento irrisório. O “swoosh” não apenas “cresceu” em Phil Knight, como se tornou um dos maiores ativos da empresa. Anos depois, em 1983, a marca já era um gigante global, e Knight decidiu que precisava reconhecer devidamente a contribuição de Carolyn.
Ele a convidou para uma festa surpresa e o que aconteceu em seguida foi digno de um filme. Ele a presenteou com:
- Um anel de diamante gravado com o “swoosh”.
- Um certificado emoldurado.
- Um envelope contendo 500 ações da Nike.
Na época, as ações já valiam uma quantia considerável. Hoje, essas mesmas ações, considerando os desdobramentos e a valorização da empresa, valem milhões de dólares. Foi a forma que Phil Knight encontrou para corrigir um dos negócios mais desiguais da história corporativa e agradecer à estudante que, por 35 dólares, deu à sua empresa uma identidade que vale bilhões.
