Neymar e Bruna Biancardi deixam mansão após descobrirem câmeras escondidas
Neymar e Bruna Biancardi deixaram a mansão onde viviam em Cotia (SP) após descobrirem que o imóvel estava equipado com câmeras escondidas que registravam os ambientes internos. A revelação gerou um embate judicial entre o casal e os proprietários, que terminou com a rescisão do contrato e um acordo extrajudicial.
A influenciadora digital moveu uma ação judicial relatando que os problemas começaram já em março de 2024, logo após assinarem o contrato de locação, que previa o pagamento mensal de R$ 41 mil. Segundo ela, os donos da casa passaram a ter atitudes invasivas, tentando manter contato frequente, pedindo fotos e informações particulares, inclusive sobre temas fora do escopo do aluguel.

Monitoramento sem consentimento
A situação se agravou quando veio à tona que os proprietários continuavam tendo acesso às imagens internas da casa, mesmo após assegurarem que haviam desativado o sistema e alterado as senhas. A defesa anexou capturas de tela que comprovariam o uso das imagens pelos locadores, inclusive para fazer críticas ao comportamento do casal — como permitir que o cachorro circulasse livremente pelo imóvel, algo que não estava proibido no contrato.
Além das imagens, áudios também teriam sido captados pelas câmeras sem consentimento, o que, segundo a equipe jurídica de Bruna, representa violação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e um ataque direto à privacidade da família.
Donos sob investigação
A tensão aumentou quando foi descoberto que os donos do imóvel eram alvos de investigações por suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Com isso, oficiais de Justiça passaram a frequentar a residência para entregar notificações e intimações, comprometendo a chamada “posse pacífica” prevista em lei.
Acordo e saída do imóvel
Com os acontecimentos, o casal decidiu deixar a casa e formalizou o pedido de rescisão contratual sem penalidades. Bruna também solicitou indenização por danos morais, argumentando que o descumprimento do contrato partiu dos locadores.
O processo foi encerrado em 7 de agosto, após acordo extrajudicial entre as partes.
