Após agressão brutal no elevador, mulher divulga imagem da recuperação após cirurgia no rosto
Juliana Garcia dos Santos Soares, de 35 anos, divulgou nesta sexta-feira (8) a primeira imagem após passar por uma complexa cirurgia de reconstrução facial. A promotora de vendas foi vítima de uma violenta agressão dentro do elevador de um condomínio localizado em Ponta Negra, na zona sul de Natal (RN), onde foi espancada com mais de 60 socos.
O procedimento, realizado há sete dias no Hospital Universitário Onofre Lopes (UFRN), durou mais de sete horas — superando a previsão inicial de cinco — devido à gravidade das fraturas. Segundo o cirurgião-dentista Kerlison Paulino de Oliveira, a paciente sofreu múltiplas lesões na estrutura facial, incluindo fraturas na mandíbula, maxilar, maçã do rosto direita, órbita ocular e nariz.
Ainda de acordo com o médico, as fraturas cominutivas, em que o osso se fragmenta em pedaços pequenos, dificultaram a fixação de placas e parafusos. Ele alertou também para a possibilidade de sequelas permanentes, considerando a extensão dos danos.

A vítima recebeu alta hospitalar na última segunda-feira (4), menos de uma semana após o ataque.
Agressão filmada
Imagens das câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que Juliana foi brutalmente agredida. O vídeo mostra Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, desferindo socos por mais de meio minuto, enquanto a vítima cai no chão e sangra. Ao final da gravação, Juliana sai do elevador cambaleando, e o agressor permanece por alguns segundos, chegando a ajeitar o chinelo antes de sair.
Investigação e processo judicial
Igor está detido desde o dia 26 de julho e, na quinta-feira (7), se tornou oficialmente réu por tentativa de feminicídio, após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte ser aceita pela Justiça. Ao prestar depoimento, o acusado alegou ter tido um “surto claustrofóbico”.
Histórico de violência
Juliana relatou que a agressão foi motivada por ciúmes, após Igor encontrar mensagens dela com um amigo dele. Segundo a vítima, o relacionamento de dois anos foi marcado por idas e vindas e já havia apresentado sinais de comportamentos agressivos anteriores.
