EUA impõem sanções a rede de apoio aos houthis ligada ao Irã e ao contrabando de petróleo
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra dois indivíduos e cinco empresas envolvidas em um esquema internacional de contrabando de petróleo e lavagem de dinheiro em benefício dos houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã que atua no Iêmen.
Entre os alvos das medidas está Muhammad Al-Sunaydar, um dos principais importadores de petróleo no país, que comanda a empresa Arkan Mars Petroleum Company for Oil Products Imports. A companhia mantém acordos com os houthis para a importação de gás e petróleo, inclusive produtos iranianos, por meio de portos controlados pelo grupo rebelde.
Além de Al-Sunaydar, duas empresas sediadas nos Emirados Árabes Unidos foram sancionadas por facilitar a entrega de aproximadamente US$ 12 milhões em petróleo iraniano aos houthis. A operação contou com a colaboração da Persian Gulf Petrochemical Industry Commercial Company (PGPICC), ligada à Guarda Revolucionária do Irã, já amplamente sancionada por Washington.
Esquema de financiamento e lavagem
Outros nomes incluídos na lista de sanções são Yahya Mohammed Al Wazir, acusado de levantar fundos para os houthis, e a empresa Al-Saida Stone for Trading and Agencies, identificada como fachada para operações financeiras irregulares.
A Amran Cement Factory também foi penalizada. Segundo o Tesouro americano, a empresa estaria envolvida em esquemas de lavagem de dinheiro e fornecimento de recursos para a produção de armamentos utilizados pelos houthis no conflito iemenita.
As sanções visam dificultar o financiamento e a logística do grupo, que tem intensificado seus ataques na região do Mar Vermelho, representando uma ameaça crescente à segurança marítima e aos interesses ocidentais.
