Stellantis registra prejuízo de € 2,3 bilhões no 1º semestre de 2025, apesar de receita de € 74,3 bilhões
A Stellantis divulgou nesta segunda-feira (21) suas informações financeiras preliminares não auditadas referentes ao primeiro semestre de 2025. A companhia reportou um prejuízo líquido de € 2,3 bilhões (quase R$ 15 bilhões na cotação atual), mesmo tendo alcançado uma receita líquida de € 74,3 bilhões (R$ 483 bilhões).
O resultado operacional ajustado foi positivo em € 500 milhões (R$ 3,25 bilhões), mas os fluxos de caixa livres industriais ficaram negativos em € 3 bilhões (R$ 19,5 bilhões).
Segundo a empresa, os resultados foram impactados por encargos líquidos antes de impostos de € 3,3 bilhões (R$ 21,47 bilhões), relacionados principalmente ao cancelamento de programas, perdas contábeis e reestruturações, itens excluídos do cálculo do resultado operacional ajustado.
Além disso, custos industriais mais altos, variações cambiais e tarifas impostas pelos Estados Unidos contribuíram com despesas adicionais de € 300 milhões (R$ 1,95 bilhão). A produção na América do Norte foi afetada por essas barreiras comerciais, gerando perdas planejadas para adequação a um novo plano de resposta da empresa.
No segundo trimestre de 2025, as entregas globais da Stellantis totalizaram 1,4 milhão de unidades, uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na América do Norte, a redução foi ainda mais acentuada, de 25%, com 109 mil unidades a menos, atribuída à retração das importações, impacto das tarifas e redução nas vendas para frotas.
Na Europa, as entregas caíram 6%, com 50 mil unidades a menos, principalmente devido à interrupção do Fiat 500 a combustão e à lenta aceleração da produção dos modelos da plataforma Smart Car. Em contrapartida, outras regiões, como América do Sul, Oriente Médio e África, apresentaram crescimento de 22% nas entregas.
A Stellantis informou que divulgará os resultados consolidados do semestre em 29 de julho e realizará uma teleconferência com analistas no mesmo dia, às 9h30 (horário de Brasília), com a participação do CEO Antonio Filosa e do CFO Doug Ostermann.
