Micro-ônibus escolar é alvo de vandalismo em São Bernardo em meio à onda de ataques no transporte público de SP
A série de ataques a ônibus que vem assustando passageiros e motoristas em São Paulo desde o mês passado teve mais um episódio nesta sexta-feira (18). Um micro-ônibus escolar foi alvo de vandalismo em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O veículo teve uma das janelas traseiras estilhaçada por uma pedra, por volta das 5h40 da manhã, nas proximidades da entrada do Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe).
De acordo com a Prefeitura de São Bernardo, o micro-ônibus seria usado para o transporte de professores da rede municipal de ensino. No momento do ataque, apenas o motorista estava no veículo. Não houve feridos.
A administração municipal informou que as Secretarias de Segurança e de Transportes, Mobilidade e Infraestrutura estão atuando em conjunto com as forças de segurança estaduais para reforçar o patrulhamento na região, ampliar o monitoramento por câmeras e apoiar as investigações. Em nota, a prefeitura repudiou “veementemente qualquer ato de violência ou vandalismo” e reafirmou seu compromisso com a segurança da população e dos profissionais da educação.
Desde o início da onda de vandalismo, 796 ônibus foram atacados com pedras ou bolas de gude em todo o estado de São Paulo. Segundo dados da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), 290 dos casos ocorreram em ônibus do sistema intermunicipal, enquanto 506 foram registrados em veículos do sistema municipal da capital, conforme a SPTrans.
A SPTrans orienta as concessionárias a comunicarem imediatamente os casos à Central de Operações e a formalizarem os registros junto às autoridades policiais. As empresas também são obrigadas a retirar o veículo danificado de circulação, substituindo-o por outro da reserva técnica. Caso contrário, podem ser penalizadas por viagem não realizada.
A polícia segue investigando os casos e já prendeu oito suspeitos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, as apurações estão sob sigilo e são conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A principal linha de investigação aponta para uma disputa entre empresas de transporte urbano coletivo, com supostos ataques promovidos por grupos rivais do setor.
Outras hipóteses, como envolvimento de organizações criminosas ou de grupos incentivando desafios nas redes sociais, foram consideradas inicialmente, mas perderam força diante das últimas evidências.
Enquanto isso, passageiros e motoristas seguem preocupados com a insegurança no transporte coletivo, especialmente nas primeiras horas da manhã e à noite, quando os ataques têm ocorrido com maior frequência.
