Jovens atacam pessoas em situação de rua com fogos de artifício em Iúna (ES)
Um vídeo que circula nas redes sociais desde sexta-feira (18) mostra um grupo de jovens lançando fogos de artifício contra pessoas em situação de rua que dormiam próximo à rodoviária de Iúna, no Sul do Espírito Santo. Apesar do susto causado pelas explosões, não houve feridos.
O ataque ocorreu na noite do dia 17 de julho e foi registrado por um dos envolvidos, que estava na garupa de uma motocicleta. Nas imagens, é possível ver um carro prata modelo Gol em movimento, enquanto um passageiro no banco traseiro aponta um fogo de artifício em direção a um canteiro onde estavam as vítimas. O grupo que estava no local não reagiu, e os agressores riam da situação enquanto fugiam.
A Polícia Civil do Espírito Santo confirmou a autenticidade do vídeo e abriu um procedimento para identificar os responsáveis pela agressão. As investigações estão em andamento, e a polícia pede a colaboração da população por meio do Disque-Denúncia 181, que aceita denúncias anônimas.
A Prefeitura de Iúna enviou uma equipe ao local para prestar apoio às vítimas. A Secretaria Municipal de Assistência Social, junto ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), ofereceu acolhimento, escuta qualificada e encaminhamentos para serviços de proteção social. A administração municipal repudia veementemente qualquer ato de violência, preconceito ou discriminação contra pessoas vulneráveis.
A secretária-executiva da Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Valeria Martins Hoinhas, destacou que o caso revela a falta de humanidade e respeito com as pessoas em situação de rua, que muitas vezes são invisíveis para a sociedade. Ela ressaltou a importância de políticas públicas efetivas e anunciou que a Diocese está implementando a Pastoral de Rua na região, acompanhando o caso e disposta a tomar medidas judiciais, se necessário.
O Ministério Público do Espírito Santo acompanha as investigações e informou que há uma reunião agendada para 29 de julho com representantes do poder legislativo municipal, secretarias de assistência social e saúde, CREAS e Polícia Militar, para discutir as políticas nacionais e municipais para pessoas em situação de rua.
O episódio reacende o debate sobre os direitos humanos e a necessidade de fortalecer a empatia, o respeito e a responsabilidade coletiva na sociedade.
