Atlético-MG recorre ao STJD para liberar Dudu após suspensão por misoginia contra Leila Pereira
Na noite desta sexta-feira (18), às 21h (horário de Brasília), o Atlético-MG entrou com um pedido suspensivo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar contar com o atacante Dudu no confronto contra o Palmeiras. Mais cedo, o jogador havia sido punido com seis jogos de suspensão em competições oficiais da CBF, além de uma multa no valor de R$ 90 mil.
A decisão foi unânime e considerou o atleta culpado por misoginia contra Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A Procuradoria do STJD enquadrou Dudu no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes relacionados a preconceito por raça, sexo, origem étnica, idade, entre outros.
Entenda o caso
O atrito entre Dudu e Leila Pereira teve início no meio de 2023, quando o jogador chegou a ser anunciado como reforço do Cruzeiro, mas voltou atrás na decisão. Leila, na época, criticou a postura do atleta, dizendo que ele deveria cumprir sua palavra e honrar o compromisso com o clube mineiro.
O desentendimento voltou à tona em novembro, após Dudu elogiar publicamente o ex-presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, antecessor de Leila. Ao final do Brasileirão 2024, o vínculo entre Dudu e o clube paulista foi encerrado com a rescisão contratual.
Já em janeiro, Leila declarou que o atacante havia “saído pela porta dos fundos”. Pouco tempo depois, Dudu reagiu nas redes sociais com frases como “me esquece” e “VTNC”, o que motivou a dirigente a mover um processo judicial, alegando que a resposta do jogador foi desrespeitosa e desproporcional.
