EUA expulsam cinco imigrantes para Eswatini após países de origem recusarem repatriação
Os Estados Unidos deportaram cinco imigrantes vindos da Ásia e do Caribe para Eswatini, no sul da África, após seus países de origem se recusarem a recebê-los de volta. A decisão gerou repercussão internacional, principalmente por envolver um país governado por uma monarquia absolutista, frequentemente criticada por violações de direitos humanos.
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, os imigrantes foram identificados como “criminosos estrangeiros em situação irregular”. Suas identidades, fotos e acusações foram divulgadas pelas autoridades americanas, que justificaram a expulsão pela ausência de cooperação dos países de origem para a repatriação.
O governo de Eswatini confirmou, em comunicado oficial, que os cinco imigrantes estão detidos em “celas isoladas” nas instalações penitenciárias do país. “Cinco detidos estão atualmente alojados em nossas instalações penitenciárias”, disse um porta-voz nesta quarta-feira (16).

Monarquia sob críticas
Eswatini, ex-Suazilândia, é a última monarquia absolutista da África. Governada desde 1986 pelo rei Mswati III, a nação é frequentemente alvo de denúncias internacionais de repressão, censura e perseguição a opositores. O monarca também é criticado por seu estilo de vida luxuoso em meio à pobreza da população.
A transferência de imigrantes para o país levanta preocupações entre entidades de direitos humanos, que alertam para o risco de maus-tratos e condições precárias de detenção. Organizações internacionais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
