Prefeito afastado de Palmas permanece em observação na UTI por até 72 h após infarto; STF concede prisão domiciliar
O prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Palmas (HGP) após sofrer um Infarto Agudo do Miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAM sem supra). De acordo com boletim médico divulgado nesta terça-feira (8) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o político, de 59 anos, ficará sob “vigilância contínua” por 48 a 72 horas devido ao risco de arritmias graves no período pós-infarto.
O quadro clínico
Durante a madrugada, ainda custodiado no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, Eduardo sentiu fortes dores no peito. Socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi encaminhado ao HGP, onde passou por cateterismo com implantação de um novo stent para desobstrução da artéria coronariana. Exames mostraram elevação das enzimas CK-MB e troponina, confirmando o infarto. Segundo o cardiologista Andrés Sánchez, responsável pelo procedimento, o paciente está estável e consciente: “Se permanecer sem dor e com enzimas em queda, pode deixar a UTI após o terceiro dia e receber alta hospitalar em até seis dias.”
Decisão judicial
Horas depois da internação, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o prefeito afastado cumpra prisão domiciliar, considerando laudos que já apontavam a necessidade de cuidados médicos especializados. A decisão, no entanto, não alcança os outros dois investigados na mesma operação: o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz.
Investigações
Eduardo Siqueira Campos foi preso na sexta-feira (27) durante nova fase da operação Sisamnes, que investiga um esquema de monitoramento, comercialização e vazamento de informações sigilosas de processos em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Polícia Federal afirma ter identificado “rede clandestina” dedicada a repassar dados de apurações sensíveis, mas não detalhou o vínculo entre os três presos nem quais casos teriam sido violados.
Próximos passos
A defesa de Eduardo, representada pelo advogado Juvenal Klayber, informou que pedirá a revogação da prisão preventiva assim que o cliente receber alta médica. “A prioridade é a recuperação da saúde; em seguida, vamos demonstrar a ausência dos requisitos para manter a custódia”, afirmou.
Enquanto aguarda evolução clínica, o prefeito afastado permanece monitorado por equipes de clínica médica e cardiologia na UTI do HGP. Um novo boletim de saúde deve ser divulgado nas próximas 24 horas.
