Ex-presidente da Coreia do Sul volta a ser alvo de pedido de prisão por insurreição e abuso de poder
Promotores da Coreia do Sul apresentaram um novo pedido de prisão contra o ex-presidente Yoon Suk Yeol, nesta segunda-feira (7), como parte de um processo criminal que o acusa de tentativa de insurreição, abuso de poder e obstrução da justiça. O pedido foi protocolado logo após um interrogatório envolvendo a polêmica declaração de lei marcial feita por Yoon em dezembro de 2024, que resultou na suspensão da Assembleia Nacional.
Segundo as autoridades, o ex-presidente teria mobilizado forças presidenciais com o objetivo de evitar sua detenção no início do ano, o que agravou as suspeitas contra ele. Um pedido anterior já havia sido rejeitado pelo Judiciário por falta de provas consideradas consistentes.
Yoon Suk Yeol foi oficialmente destituído do cargo em abril, após o Tribunal Constitucional confirmar seu impeachment. O decreto de lei marcial, emitido em 3 de dezembro, foi revogado dias depois, após pressão do Parlamento. A Procuradoria-Geral considera que a ação representou uma violação grave da ordem democrática e que os indícios são suficientes para uma nova detenção preventiva.

A defesa do ex-presidente nega todas as acusações, alegando que não há elementos que sustentem a narrativa de insurreição. Yoon também refuta a tese de que buscava se manter no poder à força e critica a condução política do processo.
A gravidade das acusações — que incluem tentativa de insurreição — pode levar à pena de prisão perpétua ou até pena de morte, de acordo com o código penal sul-coreano. A nomeação de um promotor especial para o caso ocorreu logo após a posse do novo presidente Lee Jae-myung, em junho, o que sinaliza o peso institucional dado à investigação.
A expectativa agora é de que a Justiça analise o novo pedido de prisão nos próximos dias. O caso continua a gerar grande repercussão no país e pode influenciar o cenário político interno nos próximos meses.
