Como a perícia identificou a onça que matou caseiro no Pantanal
A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul confirmou que a onça-pintada capturada em abril deste ano, no Pantanal, foi a responsável pela morte do caseiro Jorge Avalo, de 60 anos. O homem foi atacado enquanto trabalhava em um pesqueiro na região.
A conclusão veio após a análise de fezes do animal, que continham fragmentos de unhas, pelos e ossos. Embora as amostras de unhas e pelos não tenham sido suficientes para identificar o autor do ataque, os fragmentos ósseos encontrados foram fundamentais para o desfecho da investigação.
O DNA extraído desses fragmentos foi comparado com fios de cabelo coletados durante a necropsia da vítima. O resultado apontou compatibilidade genética, o que permitiu à perícia concluir que a onça capturada foi, de fato, a responsável pela morte de Jorge Avalo.
Em maio, o delegado regional de Aquidauana, Amylcar Eduardo Paracatu, havia informado que ossos e cabelos humanos haviam sido encontrados nas fezes da onça, mas na época ainda não havia confirmação oficial da identidade da vítima.
O laudo necroscópico, emitido no dia 9 de maio pelo Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana, apontou que a causa da morte foi um choque neurogênico agudo provocado por forte trauma na região da cabeça, causado por mordida de onça-pintada.
O documento também revelou que o corpo foi arrastado no local do ataque e que havia vestígios de sangue e tecidos humanos espalhados na área do pesqueiro.
Com a comprovação, o caso é encerrado como ataque fatal de animal silvestre — um dos poucos registrados com confirmação pericial no país.
