Caminhoneiros brasileiros recebem apoio após ficarem presos por nevasca entre Chile e Argentina
Caminhoneiros brasileiros que estão retidos na fronteira entre o Chile e a Argentina começaram a receber apoio humanitário após uma forte nevasca bloquear a Rota CH-27, que liga os dois países. O fornecimento de alimentos, água potável, banheiros químicos e banhos quentes teve início na tarde de terça-feira (1º), beneficiando especialmente os motoristas que estavam no início do bloqueio. Aqueles que estavam em áreas mais acessíveis, no meio e no fim da fila, já vinham sendo assistidos há mais tempo, inclusive com abrigos.
Desde sexta-feira (27), dezenas de caminhoneiros — muitos deles do Paraná — estão parados na região de Paso de Jama, na Argentina, e São Pedro de Atacama, no Chile. A estrada segue interditada e, segundo autoridades chilenas, a previsão é que permaneça assim até pelo menos a próxima segunda-feira (7).
O caminhoneiro Gilberto Gouvea, de Foz do Iguaçu (PR), relatou as dificuldades enfrentadas nos primeiros dias. “A gente colocava lona por cima do caminhão para proteger do frio à noite. Agora a prefeitura mandou água e banheiros químicos. Hoje vamos subir as montanhas para ajudar o caminhão de um companheiro que ficou lá em cima e tentar liberar a pista”, contou.
Na região de Paso de Jama, que está a cerca de 4.200 metros de altitude, os motoristas estavam estacionados no acostamento e tinham acesso apenas à aduana argentina. Com o avanço da ajuda, a situação começou a se estabilizar. “Saímos do acostamento e agora estamos em um pátio. Estão fornecendo comida, água, banheiro. Estamos bem por aqui, só esperando liberar a parte chilena. Enquanto isso, não podemos cruzar”, explicou Aleandro Bianchini, caminhoneiro de Matelândia (PR).
Apesar da melhora no tempo e do terceiro dia consecutivo de sol, ainda não há previsão para a liberação da pista, e os motoristas seguem aguardando orientações das autoridades locais.
