Pitbulls que atacaram professor de artes marciais em Ponta Porã (MS) teriam sido soltos por usuários de drogas, afirma tutor
A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul investiga o ataque de duas cadelas da raça Pitbull ao professor de Muay Thai Ernesto Chaves, de 33 anos, ocorrido na manhã de domingo (29), em Ponta Porã. Segundo o tutor dos animais, o empresário Nerival Silva Menezes, os cães foram deliberadamente soltos por usuários de drogas que rondavam o local para furtar materiais de construção.
“Eles estavam rondando para roubar de novo e não conseguiam entrar por causa das cachorras. Provavelmente foram lá, abriram o portão para as cadelas saírem e eles entrarem”, afirmou o tutor. As cadelas faziam a guarda de um terreno onde está em andamento uma obra.
Após o ataque, os animais foram recolhidos para a casa do tutor. Segundo a delegada responsável pelo caso, Elisângela Cristaldo, a permanência dos cães com o dono se deve à ausência de estrutura municipal. “A prefeitura não tem CCZ, não tem local para manter os animais. Eles estão vacinados e em situação regular”, explicou.

Menezes disse ter reforçado a segurança no local para evitar novos incidentes. “Os cachorros estão no mesmo local, presos. Reforcei a tranca do portão, estão bem alimentados. Já conversei com o Ernesto e prestei toda ajuda necessária”, declarou.
Apesar da versão apresentada, a Polícia Civil ainda apura os detalhes do caso. O tutor poderá responder por omissão de cautela na guarda ou condução de animais, infração de menor potencial ofensivo que pode resultar em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Professor reagiu com técnicas de defesa pessoal
A vítima fazia um treino de corrida quando foi surpreendida pelas cadelas. “No início achei que queriam brincar. Quando percebi o ataque, tentei fugir”, contou Ernesto, que é praticante de artes marciais há 13 anos.
Utilizando técnicas de defesa pessoal, o professor conseguiu imobilizar os animais após cerca de cinco minutos de luta. Moradores da região ajudaram a amarrar as cadelas com cordas. Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros chegaram logo depois.
Ernesto foi socorrido com diversos ferimentos, incluindo uma mordida na perna e um dedo da mão quebrado. Ele também criticou a situação de vulnerabilidade: “Achei que ia morrer. Eles são extremamente fortes. Se fosse outra pessoa, sem preparo, poderia ter sido fatal.”
O caso segue sob investigação pela Delegacia Regional de Ponta Porã.
